Estamos no ano de eleições para Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. A mídia ferve, o interior recebe candidatos que só aparecem por lá quando precisam de votos. Já vi gente dançando forró, beijando todos os eleitores. Uma festa!
O Brasil está perdido! Os políticos só pensam em ficar ricos. Outro dia, houve uma reunião na casa de um deles onde o boi foi vendido por duzentos mil reais. Outros praticando as rachadinhas e nada acontece com eles.
Morávamos na Ponta Verde e um parente que acabara de ser eleito deputado pediu trinta mil reais a meu marido para pagar dívidas de campanha. Não conseguiu porque somos assalariados. Dez dias depois chegou em nossa casa dizendo que recebeu cem mil reais para votar a favor do Governo.
A maioria dos cabos eleitorais que acompanham os candidatos são servidores comissionados do Executivo e do Legislativo, pagos com verba pública.
Recentemente, vi no blog de um jornalista que há pessoas vendendo votos por mil reais. Aqui, em Paripueira, nas eleições passadas o voto era vendido por cem reais. Diante disso, um deputado estadual para se eleger vai gastar quanto? E de onde vem tanto dinheiro?
Imagine que para se tornar Senador, o camarada vai gastar quanto? Claro que depois das eleições vai querer recuperar o que gastou. Daí vem os escândalos do INSS, do Banco Master e outros.
Interessante é tentar falar com o candidato vitorioso depois das eleições. Os assessores não deixam ninguém chegar perto.
Temos um exemplo de político vaidoso no Legislativo. O homem mal pisa no chão, persegue os inativos e bajula os deputados. Já se elegeu pela quarta vez Presidente da Casa e não aprendeu a ser humilde. Anda pelo interior beijando e abraçando pobres eleitores que, depois do pleito, nem são recebidos por ele.
Vou votar em quatro candidatos por vários motivos, mas todos eles são políticos profissionais. Vivem da política e para a política. Cometem erros e acertos, mas não pensam no Brasil.
Um deles já foi Governador e errou com os aposentados isentos do imposto de renda por serem portadores de doenças graves. Espero que se for reeleito, corrija o erro. Falar com qualquer um deles é impossível. Só se for por mera coincidência.
O outro já trabalhou comigo quando era deputado estadual. Está vaidoso e rico. É mais fácil falar com Jesus Cristo.
Seria injusta se não citasse os bons políticos. Um exemplo disso é o doutor José Wanderlei, médico, deputado estadual, candidato a Senador. Vi uma declaração dele afirmando que usa a política para melhorar a saúde em Alagoas. Não precisa do dinheiro público para sobreviver.
Participamos, eu e meu marido, de um almoço com ele na despedida de um general, amigo nosso. Estava representando o Governador, mas tratou todos com educação e gentileza.
Como médico já salvou milhares de vidas e atende seus pacientes com a fineza de um bom homem.
Nós, idosos, somos 23% dos eleitores. Pois bem, votem no doutor José Wanderlei, é um homem do bem.
Os políticos profissionais precisam aprender que devem investir na saúde, na educação, na justiça. Enfim, em tudo que fizer o Brasil melhor.
Não estraguem seu voto!
Deus está de olho!
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