Autoridades o acusam de omissão sobre atos em Brasília no 8 de Janeiro; ainda não se sabe natureza da ação policial.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, decretou a prisão preventiva do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres nesta 3ª feira (10.jan.2023). Moraes também determinou busca e apreensão em todos os endereços de Torres indicados pela PF (Polícia Federal).
A decisão responde a uma representação apresentada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O órgão realizou a operação de busca na casa do ex-ministro nesta 3ª feira. Ele mora em Brasília, no bairro Jardim Botânico. Os agentes saíram do local com um pacote, que foi colocado no carro da corporação.
A decisão envolve, ainda, o ex-comandante da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) Fábio Augusto Vieira, que também foi preso preventivamente e foi alvo de busca e apreensão. Vieira era o responsável pela atuação da PMDF em Brasília no domingo (8.dez) e foi exonerado pelo interventor federal na segurança do DF, Ricardo Cappelli.
Além disso, a PGR (Procuradoria Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de abertura de inquérito contra Torres e o governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB), nesta 3ª feira.
Torres é acusado por autoridades de ser omisso sobre os atos envolvendo vandalismo e invasões às sedes dos Três Poderes da República em Brasília no 8 de Janeiro.
Ele foi demitido da Secretaria de Segurança Pública do DF por ordem do governador, agora afastado, Ibaneis Rocha (MDB) no mesmo dia em que os extremistas invadiram o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF.
Assumiu o cargo depois de chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2021 e 2022 no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).







