
O senador Renan Calheiros mais uma vez assume a condição de protagonista no Congresso Nacional, após algum tempo submerso desse papel, desde sua derrota na disputa para a presidência da casa, há dois anos. Hoje sua figura contraditória é a mais comentada na imprensa do país, superando os presidentes da Câmara e Senado. O senador alagoano de Murici, nasceu predestinado ao sucesso na política. Por onde passou, desde deputado estadual, federal, ministro e no longo período que reina no Congresso Nacional seu papel sempre está no topo.
Renan além de exímio articulador, tem um domínio da pauta política como poucos da história política contemporânea. Amado e odiado na mesma proporção, segue em frente colecionando mais vitórias do que derrotas.
A volta com a CPI
Após seu período “sabático” emergiu como relator da CPI da Pandemia, para desgraça do presidente da República e sua camarilha apodrecida de acusações em todas as vertentes do crime. No seu estilo clássico de bater sem pena, tem liderado todos os lances da CPI conduzindo o colegiado a desvendar uma avalanche de falcatruas, praticadas por integrantes do governo e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Os trabalhos da comissão vão se aprofundando e a cada lance aparecem novos indícios de fraudes, corrupção e crimes de responsabilidade.
Segundo fontes da própria CPI as provas colhidas já caberiam um processo de impeachment para deixar vago o palácio do planalto, mas o relator continua garimpando fatos e atos para o seu veredicto, que é aguardado por uma nação indignada e que já perdeu.
Relatório quase pronto
A proporção que as atividades da comissão vão caminhando o relator vem preparando o seu relatório que segundo informações já está com mais de mil páginas, dividido por fatos e depoimentos colhidos e investigados. E o próprio Renan Calheiros diz: “Vamos trabalhar para tentar apresentar o parecer final na segunda quinzena de setembro. Eu não sei se conseguiremos, mas eu vou efetivamente me dedicar a isso”.
No relatório preliminar que está sendo redigido e que tive conhecimento de parte, muita gente as quais estão imputados crimes como, charlatanismo, prevaricação, advocacia administrativa, atuação contra a ordem sanitária e corrupção.
O papel da CPI
Não caberá aos membros da comissão punir os crimes apontados, nem tampouco ao relator. Aprovado o relatório com indiciamento daqueles que praticaram os mais variados crimes contra o povo brasileiro, esses deverão ser denunciados pelo Ministério Público e condenados Judiciário que não poderão virar as costas para a barbárie que contabiliza quase 600 mil mortes, por negligência, negacionismo e genocídio.
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