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Fora Braskem! A sociedade alagoana não irá mais permitir sua ganância criminosa em nosso solo

Maceió. 06 de nobembro de 2020 Prédio destruido no bairro do Pinheiro em Maceió. Alagoas - Brasil. Foto:@Ailton Cruz

Fora Braskem! A sociedade alagoana não irá mais permitir sua ganância criminosa em nosso solo

Fora Braskem! A sociedade alagoana não irá mais permitir sua ganância criminosa em nosso solo

resumopolitico by resumopolitico
25 de setembro de 2021
in Alagoas
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Por mais de quatro décadas o subsolo de Maceió tem sido paulatinamente explorado pela petroquímica Braskem. A empresa se instalou na capital alagoana em 1976 e atualmente alcançou o título da causadora do maior crime ambiental em solo urbano do mundo, atingindo e devastando quatro bairros da cidade e vitimando cerca de 50 mil moradores que não perderam apenas suas casas, mas seus locais de trabalho, suas histórias de vida construídas com muito esforço foram interrompidas, seu sossego abalado e, principalmente, suas esperanças massacradas.

Esse foi o custo da busca desenfreada pelo lucro em detrimento de questões ambientais e valorização da vida humana. A mineração do sal-gema -um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC – provocou rachaduras e tremores de terra que tiraram o sono e causaram pânico nos residentes do bairro do Pinheiro, local onde o estopim da tragédia se anunciava desde meados de 2010, quando foram notadas as primeiras fissuras que viriam a se alastrar pelas regiões circunvizinhas e culminaria na catástrofe que repercutiu internacionalmente.

Anos depois, o pesadelo se materializou na forma de um tremor de terra de magnitude 2,5 na escala Richter sentido em uma extensão de 6 km, mais especificamente no dia 3 de março de 2018, o fenômeno, no entanto, só teria sua causa confirmada em maio de 2019, através de um relatório publicado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPMR) constatando que a empresa é a responsável pelos tremores de terra e rachaduras nas edificações por conta das perfurações realizadas no solo.

A novela tem se arrastado por três anos e gerou um documentário dirigido pelo argentino Carlos Pronzato. “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió”, catástrofe, o termo sintetiza muito bem o ocorrido que devastou e transformou os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol em um verdadeiro cenário de guerra que abrange edifícios partidos por robustas rachaduras, casas que tiveram até seus telhados saqueados e ruas desertas, um cenário de filme de terror, mas o enredo desse filme se expande para a vida dos que viviam por lá. Além do sofrimento em perder seus lares, a briga judicial é, ironicamente, injusta.

Como recuperar a vida, a história, os lares de mais de 50 mil pessoas com uma ajuda de custo de R$ 5 mil e um auxílio-aluguel de R$ 1 mil mensal? Vai além da questão financeira que, claro, foi atingida, muitos moradores também possuíam comercio no local, tendo construído uma rede de contatos, clientes, negócios, tudo teve de ser abandonado às pressas, a renda foi afetada e a tribulação para encontrar uma nova moradia e/ou ponto comercial equivalente às que estavam instalados foi reforçada pela disparada nos preços dos aluguéis em Maceió, corroborados pela alta demanda gerada pelo êxodo em massa proveniente da desocupação de 15 mil imóveis.

Maceió em paralelo com Brumadinho e Mariana

Já está mais que provado que a cidade não tem estrutura nenhuma para a mineração. Também não se faz necessário abordar os pormenores da sucessão de acontecimentos que ainda se arrasta e prejudica muita gente, provocando um sentimento de desamparo, não só pela empresa que demorou a reconhecer sua responsabilidade sobre o acontecido, mas pelo poder publico que não dá a devida atenção ao fato e pretere mais uma vez a população, com a finalidade de beneficiar a petroquímica.

Uma cidade que cresceu sequer sem planejamento sanitário está nas mãos de uma bomba relógio, como se não bastasse o estrago já causado, mexendo na estrutura da cidade inteira, tendo de deslocar escolas, hospitais, remodelar o trânsito, sem contar as perdas materiais e danos emocionais, psicológicos, familiares, mesmo com o deslocamento preventivo da população do local, o que evitou que o solo engolisse famílias inteiras vivas, o descaso e a usura da Braskem tiraram também vidas, literalmente. Muitas pessoas sucumbiram à tristeza de ter que deixar o local que batalharam a vida inteira para construir, onde frutificaram, criaram seus filhos, netos, bisnetos, muitas dessas pessoas arriscaram suas vidas ao se negarem a sair do local de onde foram praticamente expulsos.

Diante do cenário é impossível não revisitar duas tragédias recentes causadas por mineradoras, Brumadinho e Mariana em Minas Gerais que foram soterradas pelas barragens da Vale, destruindo comunidades inteiras e matando centenas de pessoas, além da perda humana e material, o impacto ambiental monstruoso não ativou o alerta do governo para que se voltasse mais atenção à atividade mineradora do país, aparentemente é necessário que uma cidade inteira seja engolida pelo solo para ativar o sinal de alerta das autoridades e iniciar a fiscalização, reavaliar as licenças ambientais ou mesmo realizar o impedimento da exploração do subsolo, principalmente em locais altamente urbanizados, o que aumenta mais ainda o risco de tragédias ainda maiores.

Vale ressaltar que mesmo depois das tragédias em MG, ao invés de haver um trabalho ostensivo do poder publico para endurecer as regras para licenciamento ambiental e fiscalização da atividade mineradora, houve uma pressão de federações de empresas e órgãos como a Confederação Nacional da Indústria para que houvesse um enfraquecimento da fiscalização e que as etapas do licenciamento e mudanças na regulação ambiental fossem reduzidas.  Basicamente, pouca coisa mudou no caso da tragédia de Mariana, nenhum responsável teve punição, o ônus caiu totalmente em cima das famílias que perderam tudo e até hoje, seis anos depois, esperam por reparação, o rio Paraopeba segue contaminado com a lama tóxica proveniente da barragem e a Samarco, pertencente à Vale, segue se safando através de indenizações e multas ambientais.

A história não terminou

De acordo com especialistas serão necessários em média 10 anos para que o solo dos bairros atingidos se estabilize, enquanto isso, moradores das regiões vizinhas temem o pior. Dos 14.402 imóveis com recomendação para desocupação, 13.871 já foram esvaziados, mas as rachaduras avançam para as áreas que ficaram fora do mapa da linha de ações da Defesa Civil, algumas residências no bairro do Farol também estão sendo afetadas pela instabilidade, e o bairro é o quinto a ingressar oficialmente no monitoramento dos órgãos de segurança.

Apesar da paralisação das atividades mineradoras e da interrupção na fabrica de cloro-soda em maio de 2019, a fábrica voltou a operar em fevereiro deste ano. A informação é de que o sal seria importado do Chile, mas segundo fontes, a exploração dos minérios apenas se deslocou para o litoral Norte do estado, chegando às praias de Paripueira e região.

A luta de organizações como o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), a Associação dos Empreendedores no Pinheiro e Região Afetada e SOS Pinheiro são somadas à luta da sociedade civil e dos profissionais da comunicação que cobram constantemente a celeridade nos pagamentos das indenizações aos moradores afetados e um posicionamento do Ministério Publico, bem como providências das autoridades para os problemas enfrentados nos bairros por conta das rachaduras.

Até o momento, a Braskem já repassou cerca de R$ 1,2 bilhão em indenizações, porém, de acordo com a Infomoney, o lucro líquido da empresa no primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 7,4 bilhões, ainda assim, diversos moradores padecem nas negociações e recursos para a liberação das indenizações restantes e, principalmente, nos recursos que contestam os valores oferecidos pela empresa que, por sua vez, não condizem com os preços de mercado atualizados dos imóveis comprometidos.

A luta agora é para recuperar a dignidade destas pessoas e tentar evitar uma tragédia em maior escala, já que os danos comprometem toda a cidade e, se não houver uma ação rápida do poder publico em pressionar a petroquímica, não só no pagamento das indenizações, mas em recuperar o solo e fechar as 35 minas abertas na cidade,iremos testemunhar a capital alagoana sendo engolida aos poucos por conta da ganância criminosa dessa empresa que só tem gerado danos, é imprescindível também questionar o motivo do silêncio do poder publico diante do bradar da população, já vimos empresas gigantes sair impunes de tragédias que transformaram o curso de comunidades inteiras e trouxeram tristeza e degradação e não queremos que isso se repita na nossa cidade.

O meio ambiente e a população pedem socorro e as providências devem ser tomadas com urgência, o desgaste moral, psicológico e físico são comparados aos desgastes materiais, e são absurdamente altos. A Braskem não poupou esforços ao ultrapassar os limites da natureza, ao escavar verdadeiras cavernas no subsolo das margens da lagoa mundaú, sem um estudo adequado, sem respeitar os limites técnicos e só pararam e reconheceram a culpa porque foram pegos através das pesquisas, caso contrário, continuariam rasgando a cidade, derrubando quem estivesse a frente, sabe-se que essas empresas não enxergam nada além do lucro, agora precisamos nos defender e proteger as outras regiões até então intocadas pela ação humana, um estado com tantas belezas e riquezas naturais, naturalmente atrai a ambição de exploradores, mas as vozes do povo e a vontade de justiça irão se sobressair.

Jornalistas contra a Braskem

Maceió. 06 de nobembro de 2020
Prédio destruido no bairro do Pinheiro em Maceió. Alagoas – Brasil.
Foto:@Ailton Cruz

A indignação diante da tragédia se estendeu por todos os setores da sociedade, com a categoria dos jornalistas não poderia ser diferente, a mídia tem executado um papel de extrema importância na divulgação do fato e desenrolar dos acontecimentos, faz parte do compromisso que a comunicação tem ante a sociedade enquanto ciência social aplicada, na socialização da comunicação, na democratização do conhecimento e na cobrança de resoluções.

É daí que surge a União dos Jornalistas Independentes, o movimento vem para unir forças com os profissionais e meios de comunicação para cobrar da Braskem um posicionamento e ações efetivas, não apenas no ressarcimento das famílias, do meio ambiente da própria cidade, mas também para “colocar a boca no trombone” e denunciar os avanços que a petroquímica vem fazendo para manter a exploração dos minérios no estado, impactando o meio ambiente e as comunidades em outras regiões com o aval do estado.

O “Fora Braskem!” é um grito de socorro que necessita do respaldo das mídias para que tenha vulto e atinja seu objetivo, as mídias de massa são de extrema importância para espalhar a mensagem e validar mais ainda um movimento legítimo que objetiva salvar o estado, que já tem tantas chagas, de ações criminosas e nocivas movidas tão somete pelo dinheiro. Quem está por trás de toda a permissividade que a Braskem possui em Alagoas? Vivíamos com medo de uma explosão iminente que pode devastar praticamente toda cidade e regiões metropolitanas, agora o medo se estende e em alguns anos, Maceió pode se transformar numa enorme cratera.

Os jornalistas, radialistas, donos de meios de comunicação, enfim, todos os responsáveis pela mídia têm um compromisso com a sociedade e usar nossas plataformas para dar voz a essas pessoas e, mais ainda, nos tornamos voz, se faz necessário num momento em que está havendo um silenciamento.

 

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* União dos Jornalistas Independentes.

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