Tem boi na linha

O TCU identificou sobrepreço em editais de obras rodoviárias, no Ministério dos Transportes, resultando na correção de inconsistências e na economia de R$ 264 milhões aos cofres públicos. Os problemas detectados incluíram quantitativos superestimados e preços até 10 vezes acima do mercado, utilizando uma auditoria com auxílio de inteligência artificial para comparar planilhas de orçamento com valores de referência. O órgão também investigou outros contratos, como os de concessões ferroviárias e obras em estradas vicinais, mas as informações mais recentes apontam para a economia gerada pela auditoria em obras rodoviárias.
Ruim por ruim

Estamos diante de um dilema que revela a falência do sistema político e a descrença do eleitorado. A carência de bons candidatos é tamanha que o eleitor, ao invés de votar por convicção, vota por exclusão. Não escolhe quem mais o inspira, mas quem menos o envergonha. O voto, que deveria ser instrumento de esperança e transformação, se torna um ato de resignação.
Essa realidade expõe a pobreza de lideranças e o esgotamento de ideias no cenário nacional. A cada eleição, o eleitor se vê obrigado a optar entre o “menos ruim” e o “pior”, perpetuando um ciclo de mediocridade política que sufoca o país.
Animais abandonados

O abandono e o sofrimento dos animais seguem sendo uma das feridas abertas mais dolorosas de nossa sociedade. Em Maceió, cães e gatos vagam pelas ruas, doentes, famintos e sem destino. O cenário se repete em praticamente todas as cidades do interior, revelando a ausência de políticas públicas eficazes de proteção e controle populacional.Faltam abrigos, campanhas de adoção, castração em larga escala e, sobretudo, consciência coletiva. As ONGs e protetores independentes fazem o que podem, mas enfrentam o descaso do poder público e a indiferença social.
Excessos de poder

Houve um tempo recente em que ser vereador era missão pública e não carreira rentável. Não havia remuneração, apenas o prestígio de servir à comunidade. Deputados ganhavam um salário digno, suficiente para a função, sem os privilégios e extravagâncias de hoje. Agora o cenário é outro: gabinetes inflados de assessores fantasmas, “rachadinhas”, verbas de gabinete usadas como moeda política e emendas parlamentares que mais parecem instrumentos de chantagem institucional.Quantos manteriam seus mandatos se acabasse essa mamata empregatícia? Se o exercício do cargo voltasse a ser o que deveria, um serviço, e não um negócio.
Sem chance

O vice governador Ronaldo Lessa andou demonstrando seu desejo em ser candidato ao Senado nas próximas eleições. Claro que não tem tamanho para tanto e se muito, vai ter que se contentar com uma vaga de deputado estadual e ainda correndo riscos. Foi exatamente esse “salto alto” que o fez levar uma surra de votos, em 2002, quando Fernando Collor o derrotou em poucos dias de campanha. O grupo de seu entorno não confia nele e seu capital político morreu.
Dona Janja

Diferente da anterior, a atual primeira-dama da República é uma mulher instruída, de sólida formação intelectual e trajetória própria no meio acadêmico. Desde muito antes de se casar com o presidente, já transitava com naturalidade entre artistas, professores e intelectuais, conquistando respeito por mérito e não por conveniência. Essa presença autêntica, sensível e ao mesmo tempo firme incomoda, sobretudo quem nada tem a mostrar além da vitrine artificial construída pela extrema direita.
Farra, viagem e festa

Se você chamar um vereador de Maceió para trabalhar é possível que um ou dois aceitem, mas no geral o que eles topam mesmo é uma viagem (se for pra Brasília, melhor), “farra” com dinheiro público e concessão de títulos honoríficos em troca de votos. Tudo uma barganha imoral e tornada institucional. Alguns praticam a chantagem explicita, para sustentar seus lastimáveis mandatos.
Marqueteiro pé quente

O estrategista político Emanoelton Borges ganhou nesta semana o Napolitan Awards, prêmio considerado o “Oscar” da consultoria política, na categoria “pesquisador do ano”. A honraria é concedida pela Academia de Artes e Ciências Políticas de Washington, nos Estados Unidos, e será entregue no próximo dia 30. Um detalhe chama a atenção: o cara é o marqueteiro do prefeito JHC. Vem campanha por aí.







