São Bandidos

A indulgência parlamentar, travestida de gesto “humanitário”, na verdade rebaixa a importância do pacto civilizatório que sustenta o país. E expõe, mais uma vez, que certos setores da política ainda relativizam crimes quando lhes convém eleitoral ou ideologicamente. Esses votos falam e falam alto sobre o tipo de compromisso republicano que muitos carregam. O Brasil precisa lembrar que não há democracia sem responsabilidade. E que quem afrontou a República não é “manifestante”, não é “patriota”: é criminoso. E ponto.
Revelando segredos

O medo e a covardia estão correndo soltos na Câmara de Maceió. Há vereadores que, acostumados à velha barganha e dependentes de verbas e favores do dinheiro público, andam literalmente apavorados com o que o ex-prefeito e hoje vereador Rui Palmeira guarda em seus arquivos. E não é pouco.
Rui conhece como poucos os subterrâneos da política da capital. Sabe quem pediu, quem levou, quem negociou e quem se beneficiou. Se esses arquivos forem abertos, muita gente perde o sono e alguns perdem até o mandato. Há cabeças que podem, sim, rolar.
Imprensa atacada

Imprensa agredida dentro da Câmara dos Deputados, por determinação direta do presidente Hugo Motta. A cena vergonhosa de empurrões, intimidações e tentativas de cercear o trabalho jornalístico expõe o ambiente de truculência que alguns parlamentares parecem querer instaurar como método.
A FENAJ reagiu imediatamente, condenando a violência e lembrando que atacar jornalistas é atacar a própria democracia. O Congresso não pode se transformar em território hostil à liberdade de imprensa. Quem usa força para calar repórteres revela muito sobre o que teme e sobre o que pretende esconder.
O pai da coisa

O senador Renan Filho poder colocar em sua conta, para mostrar durante a campanha de governador, as medidas que objetivam desburocratizar o processo nacional de habilitação e beneficiar motoristas que não tiveram infrações no ano anterior. A MP também vai permitir que qualquer médico ou psicólogo habilitado possa emitir os laudos exigidos hoje exclusivamente por clínicas credenciadas pelos DETRANs, incluindo o famoso “psicotécnico”. O presidente Lula, graças a ideia do ministro, também faturou alto politicamente.
Cosa Nostra

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, doou um apartamento de R$ 4,3 milhões na região da Faria Lima, em São Paulo, para uma influencer que é ré por lavagem de dinheiro e que diz ser “sugar baby” (jovens que se relacionam com homens mais velhos em troca de benefícios financeiros). Informação em off e rastreada sugere que dois tentáculos do rastro do Master apontam para personagens da política local.
Casos de Polícia

Um leitor me pergunta por que não tenho abordado fatos acontecidos entre famílias importantes locais, com provocações e ataques nas redes sociais e repercussão na imprensa, com revelações escabrosas de lado a lado. Resposta ao caro leitor: escrevo sobre política, que já me basta de tanta imundice. Minha ética não me permite descambar para as páginas policiais.
A lógica do bolso

O eleitor, cansado de promessas não cumpridas, tornou-se cliente em um mercado de favores. Hoje, emendas parlamentares e benesses públicas valem mais que o discurso. E como toda relação comercial, fidelidade dura até o próximo lance. O pleito majoritário (governador e senador) será uma guerra de cofres abertos, em que só sobreviverão os que tiverem muito dinheiro e ainda mais promessas.
O troco

Os moradores vítimas da tragédia da Braskem começam a reagir. Exaustos de promessas vazias, humilhações sucessivas e da cumplicidade silenciosa de autoridades, eles articulam um movimento para não votar em nenhum político que tenha se omitido diante do maior crime socioambiental urbano do país. É um recado claro: quem não enfrentou a Braskem, não merece um voto.
A verdade é dura e precisa ser dita. Pouquíssimos tiveram coragem de encarar o poder econômico avassalador da empresa.
Coragem de fazer

Renan Calheiros e Otto Alencar tiveram a coragem que muitos evitam: peitar a PEC da Blindagem, articulada com o apoio explícito do presidente do Senado, David Alcolumbre. Num momento em que a Câmara tenta impor sua pauta a qualquer custo, é fundamental lembrar que o Senado não é e não pode ser um mero carimbador dos interesses da outra Casa.
Ao se posicionarem contra uma proposta que cheira a autoproteção e impunidade, Renan e Otto reafirmam o papel constitucional do Senado como instância de equilíbrio, revisão e responsabilidade política








Pedro não concordo com vc, até porque como existiu um golpe sem arma, golpe sem líder, eu concordo com vc que houve baderneiros como houve no passado pelos integrantes do MST, que foram tratados diferentes, agora colocar como golpistas e terroristas pessoas idosas e com a bíblia na mão tenha paciência.