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Eleição e morte de Tancredo Neves e o fim da ditadura militar

Eleição e morte de Tancredo Neves e o fim da ditadura militar

Eleição e morte de Tancredo Neves e o fim da ditadura militar

resumopolitico by resumopolitico
20 de julho de 2021
in Arquivo Político
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Eleição e morte de Tancredo Neves e o fim da ditadura militar

 

Quando a emenda constitucional que propunha eleições diretas para presidente foi rejeitada pelo Congresso Nacional, em 1984, um dos líderes do movimento que incendiara o país em defesa do voto livre sentiu que chegara sua hora. Mesmo tendo de concorrer no Colégio Eleitoral composto em sua maioria por deputados e senadores do governista Partido Democrático e Social, Tancredo Neves lançou-se candidato pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, de oposição. Venceu em 15 de janeiro de 1985, data que simboliza o fim de mais de vinte anos de ditadura militar.

A tão esperada posse, no entanto, nunca ocorreu. No dia 14 de março, véspera de assumir o cargo, o ex-governador de Minas Gerais teve de ser operado às pressas no Hospital de Base, em Brasília. Era o início de um pesadelo que exigiria outras seis intervenções cirúrgicas e se estenderia até sua morte, anunciada em 21 de abril.

Tancredo Neves era um mestre na arte de tecer acordos políticos. Nascido na cidade mineira de São João del Rey, foi vereador, deputado estadual, deputado federal, ministro da Justiça (no governo constitucional de Getúlio Vargas), primeiro-ministro (no governo parlamentarista de João Goulart), senador e governador de Minas (escolhido pelo voto direto em 1982). Também participou ativamente da campanha das “diretas já”, que culminou nos comícios de mais de 1 milhão de pessoas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Essa capacidade de negociar foi fundamental na hora da disputa no Colégio Eleitoral. Para bater seu adversário, o paulista Paulo Maluf, Tancredo teve de se acertar com setores governamentais hostis à candidatura situacionista, como o maranhense José Sarney, que abandonou a presidência do PDS, carregando consigo uma dissidência numerosa de parlamentares. Seu grupo fundou o Partido da Frente Liberal, enquanto ele se filiava ao PMDB para se tornar o vice na chapa do mineiro, ajudando a assegurar a vitória. A contagem final: 480 votos a favor contra 180, com dezessete abstenções.

A doença e a morte do Presidente eleito

O preço dessa costura política foi o descaso com a própria saúde. Tancredo sabia que estava muito doente. Ao mesmo tempo, temia que o presidente João Figueiredo não transmitisse o cargo a Sarney. Por isso, resolveu aguentar firme até a posse: “Depois façam de mim o que quiserem”, dizia aos médicos. Ao ser internado na noite de 14 de março no Hospital de Base de Brasília, para a retirada de um tumor que se rompera em seu abdome, só assinou a autorização para a cirurgia após obter a garantia oficial de que o vice estaria em seu lugar no dia seguinte. Sarney, de fato, assumiu, ainda que alguns preferissem ver como protagonista da cerimônia o então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães. Mas não recebeu a faixa das mãos de Figueiredo, que saiu pelos fundos do Palácio do Planalto para não ter de encarar o desafeto.

A doença e a morte de Tancredo causaram imensa comoção. Era nele que o povo depositava suas esperanças. No livro Memória Viva do Regime Militar, o político mineiro Pimenta da Veiga escreveu: “Eu percebi em Tancredo um sentimento de descompromisso com a vida, por dois aspectos. Primeiro, o coroamento de uma longa e brilhante carreira pública que ele não queria, muito justamente, que deixasse de chegar ao cume, à presidência da República. Depois, por entender que sua posse era um fato tão forte que justificaria até a perda da vida. Até a própria morte. Ela encerraria um ciclo

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