O brasileiro é o bicho mais teimoso que conheço. Luta sempre por dias melhores. Muda os governantes e aposta para ver o resultado.
Vi na TV que o MST voltou a invadir terras pelo Brasil todo. Para compensar, o atual Presidente foi à China e levou em sua comitiva o líder do tal movimento. Creio que premiou o moço por voltar à ativa.
Ainda hoje ouvi que o Presidente da Câmara Federal, o alagoano Arthur Lira, se reuniu com os líderes partidários, procurando uma maneira de anistiar os partidos políticos das condenações resultantes de suas prestações de contas da bilionária verba do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, das eleições de 2018. Um verdadeiro presente!
Outra notícia bomba: quatro governadores que apoiam Lula, concluíram seus mandatos e deixaram as esposas como Conselheiras dos respectivos Tribunais de Contas Estaduais. Minha inteligência é pouca para entender o seguinte: os maridos vão morar em Brasília, pois no momento atual são Ministros; como elas vão trabalhar nos Tribunais de Contas em seus Estados?
Na campanha, o Lula prometeu isentar do Imposto de Renda contribuintes que percebem até cinco mil reais. Seu Ministro da Economia afirmou, em entrevista, que é um caso difícil, pois a União vai perder muito dinheiro. O que vai acontecer?
Já ouvi falar que o Imposto Sindical voltaria. O tal imposto desconta um dia de salário do trabalhador a cada ano e o apurado vai para os sindicatos da classe. É uma boa ajuda para as entidades. Quando fui Presidente do Sindicato da Assembleia consegui fazer muita coisa com essa verba. Outros já dizem que ele voltará apenas para os não sindicalizados. Onde está a verdade?
Estamos vivendo uma crise sem precedentes. Tudo está muito caro e os salários, como sempre, não acompanham a inflação. No seio do funcionalismo público as queixas são enormes; não se fala em concurso público. E o desemprego cresce. Aí, vem o tal do “arcabouço fiscal”. Não sabemos o que está dentro dele, mas já se comenta que não haverá reajuste para o setor público e os impostos vão aumentar. Na minha sublime ignorância, vou ter que entender o que vem por aí. Coisa boa não deve ser. Aguardemos, pois!
Assusto-me com o tamanho da comitiva presidencial que sai do país para visitar outros lugares. Será que é preciso levar tanta gente? A União vai suportar tanta despesa? Em menos de seis meses, já houve várias visitas internacionais.
Alagoas vai caminhando devagar. A duplicação do lado Norte do Estado parou. Renan Filho fez uma parte, mas, o atual Governador não fala no assunto. Os hospitais que estavam sendo construídos nas diversas regiões alagoanas caíram no esquecimento. O Ministro Renan Filho precisa cuidar mais da terra natal.
Maceió está sendo bem atendida. O atual prefeito olha para o Salgadinho. Não sei se a obra em curso eliminará a mancha negra que há mais de vinte anos polui a Praia da Avenida da Paz. Mas, ele, o Prefeito, está tentando.
Briga feia entre dois ilustres alagoanos em Brasília. Ao invés de se juntarem em favor de nosso pequeno Estado, estão manchando a nossa imagem. O pior é que ambos apoiam o atual governo.
A política do “É dando que se recebe” continua viva. Para aprovar o “arcabouço fiscal”, o governo vai liberar milhões de reais em emendas parlamentares. Já foi dado um aviso: derrotaram um projeto de interesse da situação. E o Lula vai ter que abrir o cofre do governo federal.
Já vi muito isso na Assembleia Legislativa de nosso Estado. Pensei que tinha acabado tal prática, mas, errei. O mecanismo está vivo e muito vivo.
Leitores amigos: com tantos problemas em Brasília e em Alagoas, não podemos perder as esperanças; precisamos nos conscientizar e mostrar ao nosso povo que, de dois em dois anos temos a chance de mudar, eleger novas criaturas.
Não podemos passar para nossos filhos a ideia de acomodação. Apesar de tantos mecanismos sujos, nossa arma é o voto.
Peço cordialmente aos teimosos amigos e inimigos: Não percam a esperança
Alari Romariz Torres
É aposentada da Assembleia Legislativa







