Um samba atravessado

A contratação da Escola de Samba Beija Flor, pela prefeitura para cantar a capital alagoana na avenida Sapucaí (RJ) durante o Carnaval, não me causou surpresa, muito pelo contrário. Fez o que o turismo oficial do estado não faz, investir pesado na promoção do destino Maceió. Porém nessa contratação foi cometido um equívoco sem tamanho em relação ao tema. Se você perguntar a 10 pessoas de Maceió quem foi “Rás Gonguila” é possível nenhuma saiba responder, imagina no Sambódromo. Alagoas e Maceió com tantas histórias lindas, nossas praias, lagoas, gastronomia, nossos personagens da cultura, Graciliano, Jorge de Lima, Ledo Ivo, da música e das artes Vera Arruda, Djavan, Sivuca, além de Teotônio Vilela (o Menestrel), Nise da Silveira e tantos outros personagens de prestígio nacional, para compor um enredo maravilhoso.
O samba ficou feio e sem graça, nunca vai empolgar ninguém. Tenho ouvido sambas de escolas concorrentes que já ganharam a simpatia dos cariocas e estão sendo cantados, com empolgação, desse já. O nosso samba ninguém fala ou canta. Imagine você se a Escola de Samba passar pelo constrangimento de ser rebaixada. Aí será tema até para a oposição, durante a campanha eleitoral.
Sem Carnaval

A Prefeitura de Boa Esperança do Sul, no interior de São Paulo, cancelou a programação de Carnaval por causa de brigas durante um evento pré-carnavalesco. Duas pessoas foram hospitalizadas.
O dinheiro que seria destinado à festa irá para a educação. A intenção do prefeito é comprar equipamentos de ar-condicionado para todas as escolas do município.
“Pode ser que tenha várias pessoas aí que vão me xingar, que vão falar um monte de coisa. Eu não me importo. Eu prefiro as pessoas me xingando do que amanhã a gente estar chorando por perder uma vida aí“, disse.
Ato criminoso

O clima é de muita revolta e indignação entre os moradores do entorno do Corredor Vera Arruda, com a volta de episódios registrando gatos mortos, supostamente por envenenamento. Não é a primeira vez que o fato ocorre e a polícia já está investigando, através de câmeras e ouvindo moradores. “A preocupação da gente é: o que está acontecendo? Quem está fazendo isso? Quem tem a intenção de fazer isso, sabe? Isso é maltrato, isso é crime e isso não pode estar acontecendo”, desabafou um morador. Cadeia neles.
Nem sombra, nem encosto

A situação nas bandas da oposição em Maceió se complica a cada dia. Sem nomes com cacife para concorrer com JHC, buscam, a qualquer custo, alguém com mandato que não seria prejudicado em caso de derrota, tipo Rafael Brito, José Wanderley ou Alexandre Ayres. O plano esbarra no temor de uma derrota desmoralizante (o que é provável) e esse nome sair “queimado” para 2026. Na verdade, ninguém quer ser visto com o apoio dos Calheiros, campeões de rejeição na capital. Aqui os dois são comparados ao pé de mandacaru, que “não dá sombra, nem encosto”.
Téo Vilela

Esta semana transcorreu o aniversário de uma figura muito querida nos meios políticos e na sociedade alagoana. Seus governos serão sempre lembrados pela austeridade, unidade e grandes empreendimentos em solo alagoano. Um homem cordato, despido de vaidade e com muitas lições para dar aos políticos de hoje. Meu amigo, Téo Vilela.
Lista de espera

Perguntei a uma fonte confiável da Polícia Federal a razão de apenas em Santa Catarina 13 prefeitos já foram presos por crimes contra a administração pública recentemente. “A investigação corre no ritmo em que os órgãos de controle colaboram (MP/TC/CGU) em alguns estados o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) são mais ágeis e mais atuantes em outros, nem tanto, mas em breve teremos várias operações com resultados positivos em todo om país. No pé do ouvido: fiquei impressionado com o número de prefeitos alagoanos envolvidos em falcatruas. Vi números e nomes.
Liderança alagoana

(BRASÍLIA) -Na Confederação Nacional das Industrias o estado de Alagoas tem voz e voto altamente prestigiados, diante mesmo das maiores federações do país. Em Brasília não apenas no edifício Roberto Simonsen (sede da entidade), mas também junto a órgãos do governo e no alto empresariado, o presidente José Carlos Lyra de Andrade é sempre exaltado como um líder cordato e agregador. Lyra é um dos vice-presidentes da Federação Nacional das Industrias.
Adeilson em alta

Adeilson Bezerra, navega na política com total maestria e sabe, como poucos, como mexer nas pedras do xadrez, nas composições eleitorais. Em off sabe-se que o governador Paulo Dantas gostaria se vê-lo prefeito de Palmeira dos Índios, sua terra natal. Ainda favorece Adeilson o fato de o governador, como todo mundo, não confia na palavra do prefeito Júlio Cesar, que apoiando “um poste” vai perder a eleição.
Paulão fica

O ministro Alexandre de Moraes mandou parar o julgamento do processo que buscava tomar o mandato legitimo do deputado Paulão (PT) e ainda passou um “pito” no TRE por ter conduzido o processo em segredo de justiça. Com o objetivo de beneficiar o candidato derrotado Nivaldo Albuquerque (Republicanos) a ação teve grande repercussão e surpresa, por estar sendo conduzido “debaixo dos panos” o que seria uma aberração jurídica sem tamanho. Ninguém vai ganhar no tapetão.







