Desde criança fico intrigada com o sonho. Por que sonhamos? Existe relação do sonho com a realidade?
Sempre que meu pai sonhava com algo tendo relação com algum de nós, ligava e contava. Ele achava que era algum aviso. Certa feita, voltando para o Rio de Janeiro, sofri um acidente de carro. Sonhou comigo, ficou preocupado e ao receber meu telegrama: “Chegamos Rio; aguarde carta”, falou para minha mãe: “Aconteceu algo; ela não disse que chegou bem”. Foi uma época difícil.
Nunca sonhei com minha mãe, mas vejo sempre meu pai quando durmo. Fica a impressão de que ele quer me avisar alguma coisa.
Assisto a filmes narrando estranhos fatos que vivenciamos. São histórias interessantes descrevendo cenas que coincidem com a realidade entre o sonho e o acontecido na vida real.
Um bom exemplo é ver meu filho João, conversar com ele enquanto durmo, desde que ele se foi. Aparece rindo e da mesma maneira como vivia. Às seis da manhã, se levantava e dizia: “Mãe, acorde; vamos tomar café” E dava gargalhadas!
Converso com algumas amigas e ouço histórias impressionantes. Uma não queria ter filhos, me disse que o marido morreu e o via sempre em sonhos. Certa feita, ele apareceu com uma criança, dizendo a ela: “Eis a filha que você não quis ter”. Viviam brigando porque ela não queria ter filhos.
Mesmo quando estou acordada, meio sonolenta, vejo um casal no meu quarto. Olha para mim e some. Fico preocupada e ligo para alguns amigos. Reze pelo casal, dizem meus confidentes.
Antigamente não existia ultrassonografia para a mãe grávida saber se o filho seria homem ou mulher. E vinha a história do sonho. Parentes e amigos diziam: “Sonhei que vai ser homem”! Outros afirmavam: “No meu sonho vai ser mulher”! Era esperar mesmo para descobrir o sexo do bebê.
Vivemos num mundo diferente entre o sonho e a realidade. Nunca sabemos o que nos vêm durante a noite, mas, de vez em quando, vemos cenas que parecem já ter sido vividas, lugares onde nunca fomos e parece que já conhecemos.
Seria bom que os políticos fossem avisados, durante a noite, para não fazerem tanta besteira. Tal categoria é a que pratica muitos atos errados. Apesar de Deus “puxar o cordãozinho” para avisar aos malucos que estão correndo perigo, eles não entendem.
Há tempos, um amigo meu, prefeito do interior, adoeceu gravemente, foi tratado de maneira errada e quase morre. Sonhei que ele ia embora e avisei. Ele ficou rindo. Poucos meses depois, sofreu um acidente de carro e faleceu. Fiquei assustada!
Quando sonho com um parente ou amigo em situação difícil, procuro sondar como a criatura está. Nem sempre acreditam e vez por outra acontece algo.
Filhos e netos moram longe de mim. Sonho com eles. Nem sempre com coisas ruins, mas, os vejo quando durmo. É uma situação interessante!
Apesar de ser católica, tenho uma vida meio espiritual, recebo alguns avisos, mas vem o medo de mexer com coisas do além. Procuro consultar amigos religiosos, ouço o mesmo conselho: “Reze por eles”!
Meu pai se dizia ateu, entretanto era um homem sensível e espiritualizado. Contava histórias interessantes. Sua mãe, após ter um filho, ficou cega. Seu pai, poeta e muito culto, quis ajudá-la pesquisando a causa da doença. Aí, sonhou que o chá das penas torradas de um pássaro chamado “macuco”, trariam a cura da pobre senhora. E assim aconteceu. Ela ficou curada.
Dizia-me o mestre Gilberto Macedo: “Não conte seus sonhos a ninguém, pois eles significam medo ou desejo reprimido”.
Daí porque acredito no aviso que vem do sonho. Ele pode ser passageiro e nada significar. Mas, também, pode nos avisar a respeito de algo que pode acontecer. Digo isso sem nenhuma base científica, mas pelas experiências vividas e acompanhadas desde criança.
Entrego tudo nas mãos de Deus!
Ele existe. Não duvidem!
Alari Romariz Torres
É aposentada da Assembleia Legislativa







