O descaso com a tragédia

Milhares de pessoas desabrigadas, famílias que perderam tudo, ricos que ficaram pobres de repente, adultos e crianças mortos, rebanhos de animais levados pela fúria das águas, milhares de cães e gatos resgatados ao se perderem de seus tutores, desespero, choro e muita solidariedade humana. Esse é o retrato comovente da tragédia que se abate no Rio Grande do Sul e que escancara não apenas os desígnios da natureza, mais ainda o descaso político e administrativo dos gestores públicos dos estados e municípios.
Praticamente nenhum estado, ou município investe adequadamente na prevenção de desastres naturais, optando por obras de fachada e que rendam votos e conservando os riscos, para que a cada evento com danos e vítimas, recebam ajuda financeira do governo federal, não para investir nas ocorrências, para colocarem no bolso, grandes somas de dinheiro roubado. O governo ajuda essas quadrilhas, quando não busca a realização de obras de contenção de barragens, rios e áreas alagáveis, permitindo a recorrência a cada período de chuvas.
A burrice do PT

O Partido dos Trabalhadores já teve seu tempo de protagonismo na política de Alagoas, quando sua principal e única estrela era ex-senadora Heloisa Helena e alguns poucos nomes de expressão local. Aos poucos foi perdendo sua identidade, fazendo alianças equivocadas e com ideologias totalmente divergentes, chegando ao ponto de se unir com aquele que era seu maior algoz, o senador Renan Calheiros. Hoje sua representatividade é pífia na Assembleia Legislativa e quase não reelege seu único deputado federal (Paulão). Surge então a ocasião de ter um candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Rafael Brito, com chance, mesmo remota, de ganhar. Ai o seu presidente, Ricardo Barbosa (que não tem destino nem vocação política), se lança candidato dele mesmo. Vão ser burros assim na baixa da égua.
Paulo e Marcelo

Um no comando do Governo, o outro na Assembleia Legislativa e em torno de ambos uma sintonia política e pessoal inquebrantável (se é que existe isso no mundo político), com toda certeza será essa dupla que vai ditar as ordens gerais e irrestritas nas eleições de 2026. A cada dia se confirma que a liderança de ambos ganha amplitude e até suas características se confundem: são mestres no xadrez politico e no cumprimento de acordos assumidos, gerando confiança e até admiração dos aliados. Pode anotar: no cenário eleitoral da disputa de 2026, as candidaturas majoritárias terão, obrigatoriamente, que passar pelo crivo de Paulo Dantas e Marcelo Victor.
Toc..toc..toc

Pelo menos 10 prefeitos contam com a participação no primeiro escalão do governo Paulo Dantas após e eleição e ficar sem mandato. Reação do governador em seleta roda “só se eu criar um governo paralelo”. Esses prefeitos necessitam mesmo e de gente muito competente para fechar suas contabilidades e prestar contas da dinheirama, principalmente verbas federais e grana fácil das imorais Emendas Parlamentares, conseguidas com o compadrio com senadores e deputados federais. Os meninos da Polícia Federal, sabem fazer essas contas.
Tô nem aí

(BRASILIA) – Parlamentares eleitos em 2022 não demonstraram prioridade na aplicação de suas emendas para temas relacionados ao meio ambiente e mudanças climáticas, mesmo com o aumento de tragédias, como a vivida atualmente no Rio Grande do Sul e outros estados.
Desde o início da gestão de Marina Silva, o Ministério de Meio Ambiente e Mudança Climática recebeu indicação de emenda de apenas uma deputada: Célia Xakriabá (PSOL-MG)
A parlamentar indicou R$ 1 milhão para a ação de “Implementação e Monitoramento da Política Nacional sobre Mudança do Clima”, em seu estado.
Concordo com Lula

(BRASÍLIA) – O presidente Lula da Silva afirmou que as fortes chuvas e as consequentes inundações que atingem o Rio Grande do Sul são um “aviso” para as pessoas, de que a “Terra está cobrando”.
“O que aconteceu no Rio Grande do Sul é um aviso para todos nós serem humanos. Nós precisamos ter em conta que a Terra está cobrando. Tem acontecido coisas estranhas em tudo quanto é lugar do país e do mundo. Temos tempo de mudar isso”, afirmou.
MST salvando vidas

No primeiro momento as pessoas não acreditavam no que estava acontecendo , quando no auge da tragédia gaúcha, caminhões e outros transportes com a marca do MST começaram a chegar nos locais mais críticos , onde haviam pessoas desalojadas, sem comida e sem água. Uma estrutura foi montada e a partir daí milhares de quentinhas, água e outros itens de alimentação. Tudo produzido nos assentamentos, produtos orgânicos. Os trabalhadores e trabalhadoras do movimento distribuindo e acolhendo. Precisamos ver o lado valoroso lado positivo e não apenas as invasões.







