Desde pequenos ouvimos nossos pais dizerem: “Deus os abençoe ou Deus os guarde” e outras sentenças semelhantes.
Nossas cabeças de crianças não entendem o que é esse Deus tão poderoso que manda mais do que nossos pais. Onde Ele vive? Como Ele nos conhece e sabe o que precisamos?
Aí vem o papel dos pais, se forem religiosos: explicar aos pequeninos que existe um ser maior, responsável por todos nós. As crianças começam a frequentar a igreja e conhecer o tal ser tão poderoso.
Chega a adolescência, fase em que as criaturas acham que podem tudo. Todos nós queríamos ser um pouco do que o adolescente pensa que é! Começam a ser grosseiros com os mais velhos, usar o cartão dos inativos, levar namoradas para dormir em casa de seus pais.
Vejo histórias incríveis na internet de jovens humilhando os idosos, comprando em boutiques caras e até ameaçando bater nas pessoas que os criaram. São filhos e filhas com quase trinta anos ainda vivendo na casa paterna. Outro dia, ouvi uma entrevista de um aproveitador dizendo: “Moro na casa de meus pais e junto dinheiro para comprar meu apartamento”.
Deus, então, está vendo o comportamento de semelhantes criaturas e, na certa, procura ver onde está o amor. O que Ele deve fazer para mostrar aos adolescentes deseducados qual o caminho do bem. Seria bom uma bela lição para mostrar-lhes o erro e como consertar.
Para os pais seria bom fazer com que voltassem ao passado e verificassem que deram demais a seus filhos e não os ensinaram, desde pequenos, a pescar para comer o peixe. Não é dando demais que se faz um bom homem ou uma boa mulher.
Chega, então, a idade adulta e a grande maioria sai da casa dos pais e vai constituir sua própria família. O normal é estudar, casar e começar a criar seus filhos. Interessante é procurar saber onde seus pais erraram e tentar fazer melhor.
Nos dias de hoje, homem e mulher trabalham e vão criar seus filhos. Se o dinheiro cai das nuvens, vem de herança ou doação, não é valorizado.
Nas famílias numerosas, os pais não podem deixar herança e os irmãos vão ter que trabalhar e mostrar a seus filhos que vão criá-los dentro da lei de Deus, que reza: união, partilha, amor, muito amor.
Na segunda geração, os filhos vão crescendo e observando quais pais estão certos: os que obrigaram as crianças e os adolescentes a estudarem, seguirem suas profissões e não esperarem que o dinheiro venha do céu. Deus acompanha tudo e verifica o andamento da vida familiar.
Sempre deve haver um irmão ou uma irmã que tenta unir a família. Mas, também aparecem as ovelhas negras que desunem seus membros e, de repente, viram as boazinhas.
Vi, também na internet, a história de uma neta que matou a avó, a pauladas, para ficar com seu dinheiro. Outra narrativa de uma avó que ficou escondida durante vários anos para que a neta não roubasse sua fortuna.
Deus é bom, mas não é tolo! Com tanta maldade no mundo, ele não pode distribuir só amor. Sem falar na ingratidão: pessoas que foram ajudadas na doença, na maturidade e que se afastaram dos benfeitores.
Vejo o amor de Deus nos pais que tive, no meu marido, nos meus filhos, netos e bisnetos. Ele olha, também, para as pessoas que nos ajudaram ou que foram ajudadas.
Na maldade, na desunião, na intriga não consigo ver amor. Entretanto, peço a Deus que abençoe essas pessoas maldosas.
O amor de Deus está no bem recebido e concedido.
Alari Romariz Torres
É aposentada da Assembleia Legislativa
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”