Trabalhei fortemente na busca da reeleição de Bolsonaro, que não veio.
Escolhi atuar nas periferias de Maceió e Arapiraca pois achava que a desinformação estava fundamentando a conduta desse segmento da população na opção por Lula.
Evitei priorizar o SERTÃO por entender que ali a desinformação, a pobreza, as transferências sociais e a compra de votos seriam difíceis de ser superadas por quem cobra atitudes éticas na política brasileira.
Acho que fomos bem sucedidos pois Bolsonaro venceu em Maceió, reduziu muito a derrota em Arapiraca e venceu em Alagoas, mesmo com a avassaladora descarga de dinheiro que se sabe, e nunca se prova, existir em todos os Estados do Nordeste.
Mas foi na campanha que convivi intensamente com a extrema-direita e afirmo que age com muita ética mas tem horror a possibilidade de que a Esquerda ameace seu secular e hereditário patrimônio, onde a maioria das pessoas vive de rendas e poucos na lida produtiva, trabalhosa e arriscada.
Consolidei vários conhecimentos e os transformei em amizades, mas meu temperamento e pensamentos políticos – faço parte da Escola e exemplo de Guilherme Palmeira – foram preservados por inteiro.
Após a derrota e confirmação da eleição de Lula iniciaram-se os acampamento em frente aos quartéis clamando por anulação da contagem dos votos e sugerindo a intervenção militar.
Comecei a ficar preocupado com o desfecho e, assustado, passei a acompanhar a evolução.
As manifestações dos eleitores, planejadas para Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, traziam sempre a fraude eleitoral como causa e a Intervenção como solução.
Entendi porque ouvia Bolsonaro pedir manifestação pacífica e aguardar uma solução institucional que não veio.
Não sei se as fraudes existiram mas entendi a defesa dos responsáveis como atitudes de quem jamais seria testemunho de acusação a si próprio.
Quando avisou que haveria uma reunião com as Forças Armadas que não trouxe comprovação de fraudes eleitorais, avisou que não passaria a faixa e viajou para os Estados Unidos, ficou claro que não haveria nada a fazer, senão aceitar o resultado das urnas.
Bolsonaro não teve nada com o “ oito de Janeiro “, também não poderia ter se voltado contra seus fiéis eleitores que, sempre assustado com Zé Dirceu, temiam que ele impusesse seu comportamento temeroso e levasse Lula a implantar o Comunismo superado, que nem China e Rússia praticam mais.
Analista colaborador do Resumo Política







