As guerras antigas que travavam batalhas brutais e tanto valorizavam a Infantaria, tropa morticidia – lembrar que o substantivo é gerado de Infante, criança – sempre remetia à valentia aos resultados das vitórias com enormes sacrifícios de jovens soldados.
As guerras mudaram e ficaram tecnológicas. Os alvos passaram a mirar em máquinas e não em homens.
Os exércitos passaram a exigir dos seus generais à dedicação aos estudos e conhecimentos científicos sem os quais estariam incapacitados às guerras tecnológicas.
Essas verdades e os estudos se encarregaram de amansar os novos generais que passaram a usar a razão em lugar da emoção, a lógica em vez do impulso.
O julgamento, em curso, que busca apurar os responsáveis pela críticas ao último pleito presidencial e as manifestações de 8 de Janeiro, mostram que os nosso novos generais não são mais as feras que habitavam nosso inconsciente. A imagem de fragilidade, submissos à busca de liberdade e pensando unicamente em seus umbigos, mostram, com clareza, que os exércitos seguiram o mesmo caminho da vida civil que, em períodos de paz, prioriza renda, saúde, liberdade, lazer e convivência pacífica.
A natureza humana, cheia dos exemplos da geração antecessora, quando contrariada, ainda busca encontrar, no milagre da força, e valentia para solução de seus desejos.
Primeiro a humanidade encontrava submissão aos entes religiosos, a Deus.
Depois aos seus Generais, heróis das guerras.
Modernamente na justiça como julgadora final.
A evolução científica e sua prática racionaliza o comportamento das pessoas e, assim, as torna agentes da civilidade, das regras e da paz.
O julgador final mudou de endereço.
Suas decisões saem de um colegiado e não de secretários, e saiu dos quartéis para morar na mesma Praça do Palácio do Planalto mas em endereço diferente.
Analista colaborador do Resumo Política







