Neste exato momento da história, só há dois tipos de pessoas que não apoiam Israel: os completamente desinformados ou os que flertam com o delírio. A questão vai muito além da disputa territorial entre árabes e judeus, ou dos clichês superficiais da imprensa militante. Trata-se, na verdade, de um embate civilizacional, que coloca de um lado a ordem, o desenvolvimento, a racionalidade científica, a liberdade, e do outro, o obscurantismo teocrático, o fanatismo e a barbárie.
O mundo precisa compreender — e rapidamente — que Israel não é apenas um Estado judeu no Oriente Médio; é, na prática, a linha de contenção que impede que uma das mais perigosas ameaças à estabilidade global avance: o Irã xiita, teocrático e expansionista.
Quando o Apocalipse Bate à Porta
Permitir que o Irã desenvolva e opere armas nucleares não é um risco regional, é uma ameaça direta à economia mundial, à segurança energética global e à paz no planeta. Com armas nucleares nas mãos do regime xiita, toda a estabilidade do Oriente Médio desaba como um castelo de cartas.
O objetivo do Irã jamais foi secreto. Eles não escondem. É público, constante, e reverberado nas praças, nas escolas, nas mesquitas: aniquilar Israel, derrubar os regimes sunitas aliados do Ocidente (como Arábia Saudita, Emirados, Bahrein e Jordânia) e instaurar um califado xiita revolucionário que desafie não apenas o Ocidente, mas a própria lógica moderna de civilização.
Não se trata, portanto, de escolher lados. Trata-se de escolher entre civilização e colapso.
O Efeito Dominó: O Petróleo, o Golfo, a Economia e o Mundo
Se Israel falhar, as consequências serão imediatas e devastadoras. A primeira vítima será o equilíbrio energético global. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde transita mais de 30% de todo o petróleo consumido no mundo. Com o Irã fortalecido, o fechamento desse corredor vital é questão de horas em caso de guerra declarada.
A consequência? Colapso do abastecimento de petróleo, disparada dos preços internacionais, inflação global descontrolada, recessão nas principais economias do planeta, desemprego em massa e uma crise econômica sem precedentes no século XXI.
A Guerra Fria do Século XXI: Ocidente x Eixo Teocrático-Eurasiano
Rússia e China não assistiriam de camarote. A aliança tácita (e às vezes explícita) entre Moscou, Pequim e Teerã se fortaleceria. A disputa deixaria de ser regional para ganhar contornos de uma guerra fria globalizada, com risco constante de escalada para conflitos diretos. O mapa de alinhamentos militares se reorganizaria num piscar de olhos.
Se Israel cair, não será só o Oriente Médio que mergulhará no caos. Europa, Estados Unidos, América Latina, África e Ásia sofrerão as consequências econômicas, diplomáticas e militares desse colapso da ordem internacional.
O Fanatismo como Arma de Guerra
Diferente do pragmatismo dos regimes autoritários tradicionais, o perigo do Irã não é apenas militar. É um perigo religioso-ideológico. Não há racionalidade econômica ou geopolítica que limite os aiatolás quando eles se sentem “ungidos” pela vontade divina para exterminar seus inimigos.
O fanatismo não faz cálculos de custo-benefício. Faz cálculos de martírio, de sangue e de sacrifício coletivo.
Por isso, é ingenuidade (ou má-fé) de parte da imprensa e de setores diplomáticos achar que há espaço para acordos de paz duradouros com o Irã. Eles não querem paz. Querem vitória. Querem submissão. Querem o desaparecimento do Estado de Israel e a humilhação do Ocidente.
O Ocidente Precisa Acordar — Agora!
A defesa de Israel não é uma escolha ideológica. É uma questão de autopreservação do Ocidente, da economia global e da ordem internacional. Fingir que se trata de uma guerra local é cometer o mesmo erro que a Europa cometeu nos anos 1930, quando olhou para Hitler como um problema dos alemães.
Israel, com todas as suas contradições internas, defeitos e tensões políticas, é, neste momento, a única trincheira que impede que o caos apocalíptico avance.
A pergunta que se impõe ao mundo não é se deve apoiar Israel.
A pergunta é: quanto tempo o mundo vai demorar para entender que não apoiar Israel significa suicídio civilizacional?
Analista colaborador do Resumo Política







