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EFEITO DEMONSTRAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA👇

A Bronca de Quem Não Enxerga as Jogadas: Lula, Xi Jinping, Putin e o Contra-Ataque de Trump.

resumopolitico by resumopolitico
11 de julho de 2025
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
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A política internacional não é feita apenas de acordos, cúpulas e discursos bem intencionados. Ela é um jogo de xadrez brutal onde os movimentos sutis de um líder podem desencadear terremotos econômicos, diplomáticos e simbólicos. Foi exatamente isso que ocorreu com o Brasil nos últimos dias. No tabuleiro do poder global, ausências pouco explicadas em alto volume — Xi Jinping e Putin na cúpula do Brics+ — somada à precipitação de Lula em se posicionar como porta-voz do novo bloco, acabou abrindo espaço para um revide norte-americano de proporções ainda incalculáveis. A ausência dos gigantes asiáticos não foi casual, e a fala inflamada do presidente brasileiro foi o último ingrediente daquilo que, em bom português, se chama de “ o pingo d’água que transborda “.

O Jogo Começa Sem Aviso

É preciso compreender que Xi Jinping, mestre dos movimentos calculados, não recua por distração. Sua ausência em um momento de ampliação do Brics, com a entrada de nações-chave produtoras de petróleo e minerais estratégicos, foi deliberada. Sabedor do impacto geopolítico da consolidação de um bloco que confronta diretamente a hegemonia do dólar e redesenha as rotas comerciais do século XXI, Xi preferiu deixar a cena para outro protagonista. E Lula, com sua aparente experiência e desejo de liderança global, foi o porta-voz, mesmo que não soubesse disso.

Lula achou que estava no ABC e não se conteve. O cenário era perfeito: o Brasil no centro de uma nova articulação internacional, agora com países como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos aderindo ao bloco. A narrativa era tentadora: multipolaridade, comércio em moedas locais, rejeição ao domínio do dólar — Trump foi categórico: reagirá com força à ameaça ao domínio do dólar — além de um aceno retórico ao anti-imperialismo. O problema é que, nesse jogo, cada palavra pesa mais do que toneladas de minério exportado.

O Protagonismo Que Saiu Caro

Em sua tentativa de brilhar na ausência dos líderes asiáticos, Lula fez mais do que acolher novos membros. Ele vociferou contra a ordem vigente, insinuando que o Brics era um caminho alternativo para países sufocados pela política de sanções do Ocidente. A crítica velada — e por vezes explícita — ao dólar como moeda de dominação foi o estopim. E para agravar a situação, Lula não resistiu a provocar Donald Trump, que, de volta ao poder, agora governa os Estados Unidos com a impulsividade de sempre e com o ressentimento de quem vê na América Latina uma fronteira vulnerável e estratégica.

Foi aí que o plano se inverteu. A China, protegida na retaguarda, observava. E Trump, como um caçador ferido em campanha eleitoral permanente, reagiu com um movimento cirúrgico. Em vez de ataques verbais, lançou uma medida real: tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, com ênfase em setores-chave da economia do eixo São Paulo e Rio de Janeiro — o coração produtivo do país. Sua justificativa? Defesa econômica. Sua motivação real? Estratégica e simbólica.

A Caneta-Míssil de Trump

Trump não age por acaso. Quando decide atingir o Brasil, ele escolhe o eixo São Paulo-Rio- Minas como alvo não só por seu peso econômico, mas por seu simbolismo. É onde pulsa a indústria, o agronegócio, a tecnologia, os bancos e os exportadores. É a locomotiva do PIB nacional. E quando a locomotiva falha, o país inteiro cambaleia.

A nova tarifação americana, que começa a vigorar em 1º de agosto, atinge frontalmente setores como aço, petróleo, café, sucos, calçados, carne, equipamentos eletrônicos e produtos químicos — todos com forte presença no eixo Rio-São Paulo/ Minas. O impacto ainda será medido, mas o recado já está dado: Trump não permitirá que o Brics avance sobre seus mercados sem retaliação.

Lula, talvez embalado por sua narrativa de resistência e autonomia, parece ter esquecido que os Estados Unidos ainda controlam o dólar, os fluxos financeiros, as agências de classificação de risco e, não raramente, a narrativa midiática global. Enfrentá-los exige mais do que coragem: exige cálculo, estratégia, proteção. O que faltou.

O Erro das Bases e o Despreparo da Percepção Pública

É aqui que entra a bronca das bases. Muitos no entorno de Lula — e especialmente entre seus apoiadores — não enxergam o xadrez. Veem no ataque de Trump apenas um gesto de revanche eleitoral ou imperialismo de ocasião. Ignoram, contudo, que se trata de uma reação a um movimento de ruptura — à tentativa de deslocar o dólar e de firmar uma nova ordem global sem aviso prévio e sem as devidas salvaguardas.

A base progressista festejou a adesão de países estratégicos ao Brics+ como uma vitória diplomática. Mas poucos se perguntaram por que China e Rússia idealizadoras do projeto, preferiram o silêncio. A ausência de Xi e Putin foram, na prática, uma cautela asiática. Um “deixa que o Lula se vira ”. E o Brasil, no papel de herói voluntário, dançou.

A Economia Como Refém do Jogo Geopolítico

O revide de Trump também traz outro ensinamento. A interdependência econômica é, ao mesmo tempo, escudo e armadilha. O Brasil exporta commodities para os EUA, depende de investimentos americanos e tem empresas listadas em bolsas controladas por instituições ocidentais. Ainda assim, ousou afrontar o centro do poder financeiro global sem blindagem prévia. O resultado? Ataques cirúrgicos que poderão gerar desemprego, retração e instabilidade cambial.

E pior: isso ocorre justamente quando o governo brasileiro precisa de crescimento econômico para bancar seus programas sociais, manter sua base de apoio e sustentar a confiança do investidor internacional. Um corte brusco nas exportações ou no fluxo de capital pode ser o bastante para inviabilizar parte da agenda interna — exatamente o que Trump deseja.

Conclusão: Quando a Vaidade Supera a Estratégia

No fim das contas, Lula caiu na armadilha da vaidade diplomática. Quis ser porta-voz do novo mundo, mas esqueceu que o mundo velho ainda tem dentes afiados. Xi Jinping e Putin entenderam isso e recuaram no momento certo. Trump, por sua vez, percebeu a fragilidade e reagiu como sempre faz: de forma brutal e eficaz.

Agora, resta ao Brasil conter os danos. Buscar interlocutores confiáveis, amenizar o discurso, retomar pontes com os Estados Unidos — ou ao menos com setores do empresariado americano — e reconhecer que, nesse novo mundo multipolar, o protagonismo é uma espada de dois gumes. Quem a empunha sem armadura corre o risco de sangrar no palco.

A sopa estava quase pronta. Mas alguém colocou pimenta demais. E agora, o Brasil prova que, na diplomacia global, até um elogio mal calculado pode custar caro. Muito caro.

RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
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