• Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
  • Painel Brasil/Mundo
  • Alagoas
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Arquivo Político
  • Política é uma Piada
  • Coluna Pedro Oliveira
Resumo Político
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
Resumo Político
No Result
View All Result
Home Destaque
EFEITO DEMONSTRAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA👇

A prisão de Bolsonaro: O julgamento e a posição do julgador – só Einstein tinha razão

resumopolitico by resumopolitico
5 de agosto de 2025
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
0
8
SHARES
46
VIEWS
CompartilheEntre em contato
Albert Einstein, ao falar sobre relatividade, referia-se a fenômenos físicos — luz, movimento, espaço e tempo —, mas a lição cabe perfeitamente no campo humano: o ponto de vista muda tudo. Na Física, mudar o observador muda a medida; na política e na Justiça, mudar o julgador muda a interpretação.
Dois episódios recentes da história brasileira ilustram isso de forma cristalina:
•A condenação de Lula por corrupção;
•A condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe.
Ambos julgados pela mesma instituição — a Justiça. Ambos com forte repercussão nacional e internacional. Mas, no fundo, com um ingrediente decisivo: a posição política de quem julga.
Não é uma acusação simplista. É um dado de realidade: toda decisão, mesmo fundamentada em leis e precedentes, carrega a marca do olhar de quem decide. Esse olhar não é neutro, porque nenhum ser humano é neutro. Ele é formado por vivências, crenças, afinidades políticas, interpretações pessoais da história e, até certo ponto, pela pressão de seu próprio meio.
A relatividade geográfica e jurídica
Na Geografia, é fácil perceber o efeito do referencial: se você está no Brasil, o Leste fica para o lado do Atlântico, em direção à África. Mas se estiver no Japão, o Leste aponta para o Pacífico. A bússola é a mesma; o sentido, não.
Na Justiça, a lei é a mesma; mas o sentido da decisão, nem sempre. É o mesmo Código Penal, a mesma Constituição, os mesmos princípios democráticos — e, ainda assim, sentenças diferentes para situações que, sob outro ponto de vista, poderiam ser consideradas semelhantes.
No caso Lula, a Justiça encontrou fundamentos jurídicos e processuais para condená-lo, respaldada por um conjunto de provas e interpretações que, mais tarde, seriam questionadas e parcialmente anuladas. No caso Bolsonaro, a Justiça vê crime no que grande parte da população percebe como comportamento político — participação em manifestação, discurso, articulação com apoiadores.
A leitura é tão importante quanto o texto
Essa diferença de entendimento não é novidade para a ciência. A Física Moderna nos ensinou que, no nível subatômico, não existe uma trajetória única e determinada. A posição e o movimento de uma partícula não podem ser definidos com exatidão absoluta — podemos apenas falar em probabilidades. O chamado princípio da incerteza, formulado por Heisenberg, e a visão probabilística da mecânica quântica nos dizem que o ato de observar altera o que é observado.
Quando olhamos para os átomos, não vemos um caminho fixo, mas um leque de possibilidades. O mesmo vale para comportamentos humanos e, por extensão, para julgamentos: o observador — aqui, o julgador — não está fora do fenômeno; ele faz parte dele. Sua presença, sua interpretação e sua escolha sobre “o que olhar” moldam o resultado.
Assim como a Física admite que não podemos descrever o futuro exato de uma partícula, a vida social nos mostra que não há julgamentos absolutamente objetivos. O juiz, ao decidir, percorre caminhos possíveis, mas escolhe um deles com base no que considera mais plausível, mais justo ou mais conveniente dentro do seu entendimento — e esse entendimento, inevitavelmente, é permeado por sua posição política, cultural e social.
A guerra dos fundamentos constitucionais
O resultado é um paradoxo: cada lado se apoia na Constituição e nas leis para justificar a sentença que lhe interessa. De um lado, a luta contra a corrupção; do outro, a defesa da democracia. Ambos invocam fundamentos constitucionais. Ambos dizem agir em nome da nação. Ambos afirmam proteger o Estado de Direito.
O problema é que a Constituição, apesar de ser um documento jurídico, não é uma fórmula matemática. É uma carta política, escrita para ser interpretada. E interpretação implica escolha. E escolha, por mais que se revista de técnica, nasce de valores e interesses.
O que para um juiz é uma ameaça real à democracia, para outro pode ser apenas uma manifestação política. O que para um tribunal é desvio de recursos públicos, para outro pode ser fragilidade probatória. E assim, de decisão em decisão, a Justiça parece funcionar mais como um prisma — que refrata a luz conforme o ângulo — do que como um espelho perfeito da lei.
O jogo de forças e a alternância no banco dos réus
O cidadão comum, ao assistir a essas disputas, muitas vezes se pergunta: se a lei é a mesma, por que os resultados são tão diferentes? A resposta é simples, mas incômoda: porque muda quem a interpreta.
Na política, mais cedo ou mais tarde, os líderes que chegaram ao poder e contrariaram interesses poderosos acabam no banco dos réus. Não necessariamente pelos crimes que cometeram, mas porque perderam a proteção daqueles que antes os defendiam. É como se a mesma rede que os sustentou passasse a puxar para baixo.
Quem hoje está no topo pode, amanhã, estar respondendo a processos. Não porque a lei mudou, mas porque mudou o referencial do julgador — e, com ele, a leitura dos fatos.
O julgamento como leitura, não como equação
O senso comum tende a ver a Justiça como algo fixo, imutável, quase mecânico: existe a lei, existe o fato, aplica-se a lei ao fato, e pronto. Mas, na prática, o julgamento é um processo interpretativo, e toda interpretação tem autor.
Se a Física reconhece que a trajetória dos átomos é probabilística, que a posição depende do observador e que o próprio ato de medir altera o resultado, por que esperar que a Justiça, feita por seres humanos, funcione como uma máquina infalível?
Na política e na Justiça, não existem medições “de fora”. Quem decide está dentro do jogo, e seu olhar muda o resultado. O veredicto não é um cálculo neutro; é um caminho escolhido entre vários possíveis.
Einstein, a relatividade e a lição amarga
Einstein mostrou que o tempo e o espaço não são absolutos; eles mudam conforme a velocidade e a gravidade. A lição, transposta para o campo humano, é igualmente desconfortável: a justiça também não é absoluta; ela muda conforme o ponto de vista de quem a aplica.
No mundo das ideias, todos sonhamos com uma Justiça imparcial, cega para preferências e ideologias. Mas no mundo real, ela se assemelha mais a um navio que ajusta as velas conforme o vento dos interesses e das circunstâncias do momento.
No fim, talvez a maior contribuição que a Física possa dar ao debate jurídico seja essa: reconhecer que não existe julgamento sem observador, e que o observador nunca é neutro.
E assim seguimos, com a consciência de que a sentença, seja contra Lula ou contra Bolsonaro, carrega menos a pureza da matemática e mais a incerteza da mecânica quântica.
Einstein estava certo: tudo é relativo. Até mesmo — ou principalmente — a Justiça.
RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
Post Anterior

Arthur Lira prestigia Caravana de Inaugurações em Traipu e confirma mais investimentos para a cidade e para o Baixo São Francisco de Alagoas

Próximo Post

Marx Beltrão: “morte precoce de Marcelo Lima deixa um vazio que dificilmente será preenchido na politica de Alagoas e do interior alagoano”

resumopolitico

resumopolitico

Próximo Post
Marx Beltrão: “morte precoce de Marcelo Lima deixa um vazio que dificilmente será preenchido na politica de Alagoas e do interior alagoano”

Marx Beltrão: “morte precoce de Marcelo Lima deixa um vazio que dificilmente será preenchido na politica de Alagoas e do interior alagoano”

Marx Beltrão afirma que implantação de Progressão Parcial no Colégio Tiradentes é “retrocesso” e defende luta de pais e alunos da escola

Marx Beltrão afirma que implantação de Progressão Parcial no Colégio Tiradentes é “retrocesso” e defende luta de pais e alunos da escola

Prefeitura de Maceió promove 1ª Feira Gastronômica da Economia Solidária

Prefeitura de Maceió promove 1ª Feira Gastronômica da Economia Solidária

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Populares

  • Descomplicando o diagnóstico com Raio X

    Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

    4 compartilhados
    Compartilhados 2 Tweet 1
  • Alexandre Fleming anuncia filiação à Unidade Popular e defende reorganização da esquerda em Alagoas

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1
  • Eleições, quem perder o trem, não encontra outra estação

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Infância, lei e responsabilidade judicial

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Secretaria de Ações Estratégicas e Parcerias de Maceió conquista prêmio como Melhor em Estruturação de Projetos Municipais

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0

Curta nossa Página

logoresumo

Atuando na imprensa brasileira por mais de 50 anos o jornalista PEDRO OLIVEIRA, cronista político respeitado por suas opiniões independentes e sua atuação sistemática em defesa da moralidade e da legalidade no campo da gestão pública é o editor principal deste blog de notícias.

Descomplicando o diagnóstico com Raio X

Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

24 de fevereiro de 2026
0
21

Todos os anos, entre fevereiro e março, o Sudeste revive o mesmo enredo. Chuvas intensas, encostas que cedem, casas soterradas,...

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

24 de fevereiro de 2026
0
4

A Secretaria de Fazenda orienta os contribuintes que precisam de ajuda para solicitar o boleto pelo WhatsApp ou e-mail; guias...

CONTATO RESUMO POLÍTICO:

Email: comercial@resumopolitico.com.br
Telefone: (82) 99904-7892
Endereço: Av. Fernandes Lima, 1513 – Sala 504 – Pinheiro

CEP: 57.054-450
Expediente Jornalístico:
Jornalista Responsável: 
Pedro Duarte de Oliveira

Analista Técnico: Manoel Rocha
Comercial:  Edgenes Vital – (82) 98703-0216

Administrativo: Wellington Moreira –  (82) 99904-7892
Expediente: 8h às 12h e das 14h às 18h.

© 2025 Resumo Político – desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Alagoas
  • Painel Brasil/Mundo
  • Arquivo Político
  • Coluna Pedro Oliveira
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Política é uma Piada

© 2025 Resumo Político - desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

Login to your account below

Forgotten Password?

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Fale Conosco

Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito. Política de Privacidade
...