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Home LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia a história do Dollar
Como os americanos financiam suas contas?

A história do Dollar como referência cambial. Capítulo 2 – A década perdida e o caminho para a guerra

resumopolitico by resumopolitico
3 de setembro de 2025
in a história do Dollar, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
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A Grande Depressão de 1929 foi um choque tão profundo que seus efeitos se arrastaram por toda a década seguinte. A economia mundial não apenas demorou a se recuperar: em muitos lugares, ela nunca se reergueu antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Por isso, os anos 1930 são conhecidos como uma década perdida, marcada por desemprego, instabilidade social, políticas econômicas descoordenadas e a ascensão de regimes autoritários. Foi nesse caldo de incertezas que se formou o cenário que levaria ao maior conflito da história.
O mundo fragmentado
Após o colapso de 1929, cada país reagiu de forma isolada. Os Estados Unidos adotaram tarifas protecionistas; o Reino Unido abandonou o padrão-ouro e criou a chamada “área da libra”, com preferências comerciais dentro do Império Britânico; a França tentou preservar a estabilidade de sua moeda, mas mergulhou em recessão prolongada.
Não havia coordenação internacional. O comércio mundial, que já havia caído vertiginosamente, continuou retraído. Entre 1929 e 1939, o volume global de exportações mal voltou ao patamar inicial. A promessa de uma economia integrada que se desenvolvera no final do século XIX estava definitivamente quebrada.
A corrida das desvalorizações cambiais
Um dos fenômenos mais característicos da década de 1930 foi a sucessão de desvalorizações competitivas. A lógica era simples: ao desvalorizar sua moeda, um país tornava seus produtos mais baratos no mercado externo, tentando conquistar espaço para suas exportações.
Mas como muitos adotaram a mesma estratégia, os ganhos se anulavam. Pior: a volatilidade cambial gerava insegurança e desestimulava o comércio de longo prazo. O que se via era uma “guerra cambial silenciosa”, onde todos perdiam.
Essa desorganização corroía a confiança internacional. Empresas e bancos hesitavam em investir fora de seus países de origem, e o capital internacional, que havia fluído com relativa liberdade no início do século XX, se retraiu para círculos nacionais ou imperiais.
O drama social e o desemprego
A depressão prolongada atingiu em cheio a população. Nos Estados Unidos, apesar do New Deal de Roosevelt, o desemprego permaneceu elevado ao longo de toda a década, raramente abaixo de 15%. Na Alemanha, milhões de trabalhadores sem perspectiva perderam a confiança na República de Weimar.
Na América Latina, economias dependentes da exportação de commodities sofreram com a queda brutal da demanda. O Brasil, por exemplo, chegou a queimar sacas de café para sustentar artificialmente os preços. Países exportadores de trigo, como Argentina e Canadá, enfrentaram colapsos sociais e revoltas políticas.
Na Ásia, colônias europeias viram seus mercados se fechar, enquanto o Japão, carente de matérias-primas, buscava alternativas por meio da expansão militar.
Por que a deflação corroía a renda?
A deflação — queda generalizada e persistente dos preços — parece, à primeira vista, um benefício para os consumidores: afinal, com o mesmo dinheiro compra-se mais. Mas, na prática, ela tem efeitos nocivos:
1.Empresas reduzem salários e empregos – com receitas menores, cortam custos, e o desemprego cresce.
2.Dívidas ficam mais pesadas – os valores são nominais, mas com salários menores, pesam mais no bolso.
3.Consumo é adiado – se tudo ficará mais barato amanhã, as famílias postergam compras, agravando a crise.
4.Espiral de recessão – menos consumo → menos produção → mais desemprego → ainda menos consumo.
Foi essa dinâmica que marcou os anos 1930: embora cada dólar comprasse mais, menos pessoas tinham dólares no bolso.
O espaço para os autoritarismos
A crise econômica alimentou a insatisfação política. O liberalismo e a democracia, vistos como incapazes de oferecer soluções rápidas, perderam terreno para propostas autoritárias que prometiam ordem, trabalho e orgulho nacional.
•Na Alemanha, a humilhação do Tratado de Versalhes, combinada com o desemprego em massa, pavimentou a ascensão de Hitler. O nazismo se apresentava como resposta tanto à crise econômica quanto ao ressentimento político.
•Na Itália, Mussolini consolidou o fascismo, reforçando o discurso nacionalista e expansionista.
•No Japão, o poder passou progressivamente às mãos dos militares, que defendiam a conquista de territórios para garantir matérias-primas e mercados.
•Na União Soviética, Stálin aproveitou a instabilidade global para consolidar o regime comunista e apresentar a planificação estatal como alternativa ao caos capitalista.
Em resumo, a década de 1930 foi o terreno fértil onde ideologias extremas prosperaram, alimentadas pela desesperança da população.
A retração do comércio e o protecionismo
O comércio internacional, que poderia ter sido um caminho de recuperação, tornou-se vítima do protecionismo. Blocos econômicos se formaram, cada qual buscando autossuficiência:
•O Reino Unido privilegiava suas colônias e domínios.
•A Alemanha, já sob Hitler, implementou acordos bilaterais e comércio de compensação, fugindo das regras tradicionais.
•O Japão expandia sua zona de influência no leste asiático.
Essa fragmentação impedia que o sistema internacional voltasse a um patamar de integração. O mundo caminhava para uma divisão em esferas econômicas, com rivalidades cada vez mais agudas.
A “década perdida”
Os números falam por si:
•O PIB mundial só voltou ao nível de 1929 ao final da década de 1930.
•O desemprego em massa tornou-se estrutural em diversos países.
•A deflação corroía salários e renda real, paralisando investimentos.
•O comércio internacional caiu a patamares de três décadas antes.
A década de 1930 foi, portanto, um período de paralisia e regressão. O sistema que havia sustentado a primeira globalização — baseado no padrão-ouro e na liderança britânica — estava morto. Mas um novo sistema ainda não havia nascido.
O caminho para a guerra
Com a economia estagnada, a solução encontrada por regimes autoritários foi a expansão territorial. A Alemanha rearmou-se e anexou territórios; o Japão invadiu a Manchúria em 1931 e avançou sobre a China em 1937; a Itália conquistou a Etiópia em 1935.
Esses movimentos tinham clara motivação econômica: garantir acesso a matérias-primas e mercados em um mundo cada vez mais fechado e competitivo. A guerra, nesse sentido, foi a consequência lógica de uma década de crise e fragmentação.
O contraste americano
Enquanto o mundo mergulhava em desordem, os Estados Unidos, embora duramente atingidos, preservaram algo essencial: sua capacidade produtiva e suas reservas de ouro. O New Deal não trouxe crescimento explosivo, mas manteve coesão social e reforçou a ideia de que o Estado podia estabilizar a economia.
Quando a Segunda Guerra começou, em 1939, os EUA ainda estavam oficialmente neutros, mas rapidamente tornaram-se o grande fornecedor de armas, alimentos e créditos para os aliados. Essa posição consolidaria, poucos anos depois, seu papel como credor global e base da nova ordem monetária.
Conclusão: a década perdida como prelúdio
Os anos 1930 foram a antessala da catástrofe. A década perdida não apenas atrasou a recuperação econômica: ela destruiu a confiança na cooperação internacional e levou o mundo a buscar soluções extremas.
Do ponto de vista monetário, a experiência das desvalorizações competitivas, do protecionismo e da deflação deixou uma marca profunda: os países compreenderam que, sem regras comuns, cada crise se transformaria em guerra cambial ou conflito político.
Foi essa memória dolorosa que, em 1944, levou os aliados a se reunir em Bretton Woods para desenhar uma nova ordem. Ali, buscava-se exatamente o oposto dos anos 1930: coordenação, estabilidade e confiança. O dólar surgiria, então, como símbolo e instrumento dessa promessa.
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