• Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
  • Painel Brasil/Mundo
  • Alagoas
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Arquivo Político
  • Política é uma Piada
  • Coluna Pedro Oliveira
Resumo Político
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
Resumo Político
No Result
View All Result
Home Destaque
Quando a Hipocrisia Vai Cair?

O Poder Superior e Incontrolável das Redes Sociais

resumopolitico by resumopolitico
1 de outubro de 2025
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
0
2
SHARES
13
VIEWS
CompartilheEntre em contato
Ao longo da história, os meios de comunicação sempre foram instrumentos de poder. Do púlpito da Igreja na Idade Média às páginas dos jornais no século XIX, passando pela era de ouro do rádio e, depois, da televisão, cada época teve seu canal dominante de difusão de mensagens. Hoje, porém, vivemos algo inédito: as redes sociais não apenas se tornaram o meio mais utilizado, mas também um poder superior e incontrolável, capaz de moldar sociedades, derrubar governos, alterar economias e transformar culturas em escala global.
1. Alcance sem precedentes.
O Brasil é um caso exemplar. Temos mais de 135 milhões de brasileiros acessando redes sociais diariamente — quase 70% da população. Isso significa que, todos os dias, milhões de pessoas compartilham, comentam e consomem conteúdos que vão de notícias políticas a memes, de campanhas publicitárias a vídeos íntimos, de denúncias a teorias conspiratórias, de maldades condenáveis a alertas indispensáveis.
Comparar esse alcance com o da televisão ajuda a dimensionar a mudança: o Jornal Nacional, maior símbolo da comunicação de massa no país, atinge cerca de 25 milhões de pessoas em seu pico de audiência. Parece muito — e é. Mas, frente ao poder pulverizado das redes sociais, o número se torna modesto. Enquanto a Globo concentra milhões diante de uma tela única, o WhatsApp, o Instagram e o TikTok mobilizam centenas de milhões em conversas simultâneas, multiplicadas em milhares de direções.
2. O poder de moldar narrativas.
Se a televisão sempre foi emissora central de discursos, as redes sociais são plataformas de múltiplas vozes. O que se perde em uniformidade, ganha-se em velocidade e diversidade. Uma única postagem, feita de um celular comum, pode alcançar mais gente que a manchete de um grande jornal. Um vídeo amador pode viralizar e gerar pressão suficiente para obrigar autoridades a se pronunciar.
Esse fenômeno criou um novo campo de disputa: as narrativas digitais. Não importa apenas o fato em si, mas como ele é contado, editado, compartilhado e ressignificado nas redes. A luta pela “versão verdadeira” de um acontecimento não se dá mais em gabinetes ministeriais ou nas redações de jornais, mas em trending topics, hashtags e correntes de WhatsApp.
3. Incontroláveis por natureza.
A força das redes sociais está justamente no que as torna incontroláveis. Ao contrário da televisão, que depende de concessões públicas e obedece a regras rígidas de horário, publicidade e programação, as redes são distribuídas. Não existe uma sede central que possa ser desligada para interromper a circulação de mensagens. Mesmo quando governos tentam censurar ou bloquear conteúdos, novas contas surgem, outros aplicativos aparecem e o fluxo se reorganiza. Uma  verdadeira entropia da alma.
Essa descentralização é amplificada pela arquitetura algorítmica. Cada usuário recebe um conteúdo personalizado, moldado por seus cliques, buscas e interações. Isso faz com que não exista mais “uma versão oficial dos fatos” — cada grupo de pessoas constrói sua própria bolha informativa, reforçada pela lógica da recomendação automática.
4. O medo dos governos.
Não é à toa que governos em todo o mundo procuram mecanismos de controle ou regulação das redes sociais. Do debate sobre o “PL das Fake News” no Brasil às pressões do Congresso americano sobre as big techs, passando pelo rígido sistema de censura na China, o interesse é claro: ninguém quer abrir mão de um espaço de poder que já supera o alcance da imprensa tradicional.
Ao mesmo tempo, a experiência mostra que o controle pleno é impossível. Mesmo em países autoritários, onde redes são bloqueadas ou monitoradas, os cidadãos encontram brechas: VPNs, novos aplicativos, mensagens criptografadas. A cada tentativa de restringir, surge uma forma alternativa de compartilhar.
5. Impactos políticos e sociais.
A força incontrolável das redes sociais já demonstrou seus efeitos na prática:
•Primavera Árabe (2011): protestos organizados pelo Facebook e Twitter derrubaram ditaduras históricas no Oriente Médio.
•Eleições nos EUA (2016): o uso massivo de redes para propaganda e desinformação foi apontado como decisivo na vitória de Donald Trump.
•Eleições no Brasil (2018 e 2022): as redes sociais foram protagonistas, tanto na mobilização de apoiadores quanto na disseminação de notícias falsas e ataques políticos.
Esses exemplos deixam claro que, hoje, nenhuma estratégia política pode ignorar o poder das redes. O palanque tradicional perdeu força; o feed é a nova praça pública.
6. A economia da atenção.
Mas não é apenas na política que as redes sociais exercem poder superior. Elas também moldam a economia do consumo. Plataformas como Instagram e TikTok transformaram influenciadores digitais em vendedores globais. Uma marca pode investir milhões em publicidade televisiva e não atingir o mesmo impacto de um vídeo viral de 30 segundos produzido por um jovem em seu quarto.
Essa lógica é movida pela chamada economia da atenção: o bem mais valioso não é o tempo de exibição, mas a capacidade de capturar segundos da concentração de alguém. Nesse aspecto, as redes sociais superam qualquer outro meio de comunicação já inventado.
7. O risco da desinformação.
O poder incontrolável, contudo, vem acompanhado de riscos. A velocidade de propagação de informações falsas é alarmante. Uma mentira bem contada pode alcançar milhões antes que uma correção oficial seja publicada. Isso gera pânico em crises de saúde, instabilidade em mercados financeiros e polarização em disputas políticas.
Mesmo assim, as tentativas de conter esse problema são sempre tardias e incompletas. O que mostra, mais uma vez, que o poder das redes não pode ser totalmente domado.
8. O futuro inevitável.
Diante desse cenário, resta reconhecer: as redes sociais se consolidaram como o maior poder de comunicação já criado pela humanidade. Superior à televisão em alcance, superior ao rádio em capilaridade, superior aos jornais em velocidade. E, ao contrário de todos os anteriores, incontroláveis por natureza.
Podem ser reguladas em parte, pressionadas por governos ou empresas, criticadas pela sociedade civil. Mas nunca serão plenamente domadas. Enquanto houver internet e dispositivos conectados, haverá vozes múltiplas circulando, reinventando a informação, derrubando certezas e criando novas narrativas.
Conclusão.
O poder superior e incontrolável das redes sociais reside em três características fundamentais:
1.Escala — bilhões de interações diárias, muito além do alcance da TV.
2.Interatividade — cada usuário é emissor e receptor ao mesmo tempo.
3.Resiliência — mesmo diante de tentativas de censura ou regulação, o fluxo de mensagens sempre encontra caminhos alternativos.
É por isso que as redes sociais não são apenas ferramentas de comunicação: são o novo campo de batalha do poder político, econômico e cultural do século XXI. Quem entender isso estará preparado para o futuro. Quem ignorar continuará preso a um mundo onde apenas 25 milhões assistiam ao mesmo telejornal.
RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
Post Anterior

Na Argentina, Setur conquista novo voo regular da Gol para alta temporada 25/26

Próximo Post

Isenção do Imposto de Renda sempre foi uma prioridade, afirma Motta

resumopolitico

resumopolitico

Próximo Post
Isenção do Imposto de Renda sempre foi uma prioridade, afirma Motta

Isenção do Imposto de Renda sempre foi uma prioridade, afirma Motta

Plenário vota projeto que garante direito a portabilidade de salário e crédito com juro menor

Plenário vota projeto que garante direito a portabilidade de salário e crédito com juro menor

Reforma e melhoria das condições de trabalho dos comerciantes da Praça do COC

Reforma e melhoria das condições de trabalho dos comerciantes da Praça do COC

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Populares

  • Descomplicando o diagnóstico com Raio X

    Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

    5 compartilhados
    Compartilhados 2 Tweet 1
  • A diferença entre átomo e fóton: a Luz e o mistério do escuro

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1
  • Procon Maceió prestará auxílio durante o Feirão Limpa Nome da Serasa

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Caravana Federativa reúne ministérios e gestores em Maceió a partir desta quinta-feira

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • MACEIÓ DOS MEUS PECADOS

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1

Curta nossa Página

logoresumo

Atuando na imprensa brasileira por mais de 50 anos o jornalista PEDRO OLIVEIRA, cronista político respeitado por suas opiniões independentes e sua atuação sistemática em defesa da moralidade e da legalidade no campo da gestão pública é o editor principal deste blog de notícias.

Descomplicando o diagnóstico com Raio X

A diferença entre átomo e fóton: a Luz e o mistério do escuro

25 de fevereiro de 2026
0
13

Quando perguntamos por que a luz é medida em lumens e não em átomos, estamos tocando numa fronteira essencial da...

Alagoas participa de encontro nacional para fortalecer serviços digitais nos estados

Alagoas participa de encontro nacional para fortalecer serviços digitais nos estados

25 de fevereiro de 2026
0
5

Representantes do Itec estarão na 176ª Reunião Ordinária do Conselho de Associadas, em Vitória (ES) Alagoas participará da 176ª Reunião...

CONTATO RESUMO POLÍTICO:

Email: comercial@resumopolitico.com.br
Telefone: (82) 99904-7892
Endereço: Av. Fernandes Lima, 1513 – Sala 504 – Pinheiro

CEP: 57.054-450
Expediente Jornalístico:
Jornalista Responsável: 
Pedro Duarte de Oliveira

Analista Técnico: Manoel Rocha
Comercial:  Edgenes Vital – (82) 98703-0216

Administrativo: Wellington Moreira –  (82) 99904-7892
Expediente: 8h às 12h e das 14h às 18h.

© 2025 Resumo Político – desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Alagoas
  • Painel Brasil/Mundo
  • Arquivo Político
  • Coluna Pedro Oliveira
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Política é uma Piada

© 2025 Resumo Político - desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

Login to your account below

Forgotten Password?

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Fale Conosco

Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito. Política de Privacidade
...