• Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
  • Painel Brasil/Mundo
  • Alagoas
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Arquivo Político
  • Política é uma Piada
  • Coluna Pedro Oliveira
Resumo Político
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
Resumo Político
No Result
View All Result
Home Destaque
A cassação do mandato de Cláudio Castro: a estiagem que faltava!

Quando o velhaco nunca paga ao feliz agiota: a genialidade do autor

resumopolitico by resumopolitico
9 de dezembro de 2025
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
1
7
SHARES
41
VIEWS
CompartilheEntre em contato
Na literatura popular, poucas figuras são tão reconhecíveis quanto o velhaco que vive de esperteza e os agiotas que lucram com a desgraça alheia. Mas há um tipo especial de velhaco — um que nunca paga o que deve e, ainda assim, jamais sofre as consequências comuns a quem engana credores. Este velhaco é tão habilidoso que sua capacidade de não pagar virou parte do sistema. E o agiota, por incrível que pareça, vive satisfeito com a farsa, pois descobriu que ganhar eternamente é melhor do que receber a dívida de uma vez.
Essa metáfora, por mais caricatural que pareça, descreve com extraordinária precisão o funcionamento das dívidas públicas modernas. O velhaco é o governo; os agiotas são os bancos, fundos, investidores e instituições financeiras que compram títulos públicos. A população, por sua vez, é o público que assiste ao espetáculo sem saber que está pagando o ingresso mais caro.
O início da relação: o empréstimo perfeito.
Tudo começa quando o governo precisa de dinheiro. Ele vende títulos públicos prometendo pagamento futuro com juros definidos. A promessa escrita no papel é clara: “Eu, governo, devo ao comprador deste título o valor X acrescido de juros Y, e pagarei tudo na data Z.”
Qualquer pessoa normal imagina que, ao vender um título, o governo guardaria parte daquele dinheiro para devolver depois. Seria lógico. Mas não é o que acontece. O governo usa todo o dinheiro imediatamente: paga despesas, cobre buracos, financia programas, paga juros antigos, sustenta a máquina.
Mas o que acontece no futuro, no dia Z, quando chega a hora de devolver o principal ao investidor? O governo não tem esse dinheiro reservado. Ele sequer tentou reservar. E nem pretende.
O velhaco aparece, não com o pagamento, mas com uma desculpa elegante e institucionalizada:
“Aguarde um instante: vou emitir um novo título e, com o dinheiro do novo comprador, pagarei você.”
A rolagem da dívida ocorre assim: o principal é pago com o dinheiro de um terceiro. Não há verba pública separada; não há dinheiro de impostos guardado; não há caixa acumulado. A dívida não é quitada — apenas substituída.
O truque que todos aceitam.
O mais impressionante é que o agiota — o sistema financeiro — aceita essa operação com satisfação. Por quê? Porque o que ele realmente quer não é o principal. O que importa é o fluxo constante de juros.
Enquanto a dívida existir, o agiota recebe:
•juros semestrais, quando o título tem cupom;
•ou juros incorporados ao valor final, quando não tem;
•ou remuneração diária atrelada à taxa Selic.
É um contrato perpétuo de renda sobre o esforço tributário da nação. Para o sistema financeiro, o principal é apenas um gancho, uma âncora; o ouro está no juro que pinga.
Por isso, não interessa que o governo pague a dívida.
Interessa que ele não pare de dever.
Um governo que quitasse sua dívida seria, para o sistema financeiro, como um comerciante que fecha seu restaurante favorito. O negócio termina. A renda evapora. O fluxo de ganhos some.
A engenharia invisível: como o governo paga sem pagar
Do ponto de vista técnico, o principal nunca é pago pelo Tesouro com impostos. Ele apenas troca de mãos. A dívida permanece. Ela muda de dono, muda de forma, muda de prazo, mas não desaparece.
Enquanto isso, os juros, estes sim, são pagos com:
•superávit primário, quando existe;
•novas dívidas, quando não existe;
•tributos da população, sempre que possível.
É por isso que muitos economistas descrevem a dívida pública como um mecanismo de “apropriação privada da arrecadação pública”. Há elegância no desenho, mas brutalidade no efeito: parte dos impostos recolhidos de todos os cidadãos flui, ano após ano, para uma minoria detentora dos títulos.
E é um fluxo garantido:
•por lei,
•por contratos públicos,
•pelo Banco Central,
•pela força tributária do Estado.
Um rentismo institucionalizado e vitalício.
E quando o Banco Central entra na história?
Há momentos em que o próprio Banco Central resolve comprar títulos do governo. Quando faz isso, não tira dinheiro de impostos, nem pede ao Tesouro: cria moeda na hora, com um simples lançamento contábil.
Assim, quando o BC compra um título de R$ 10 bilhões dos bancos, ele literalmente digita R$ 10 bilhões na conta desses bancos. O título passa a ser do BC, e a dívida, tecnicamente, fica “intra-governamental”.
Nesse caso, o governo deve para si mesmo.
É como se o velhaco pegasse dinheiro emprestado do seu próprio bolso para pagar a parcela atrasada. Parece absurdo, mas é exatamente assim que as maiores economias do mundo operam.
O Banco Central, portanto, tem o poder de:
•criar dinheiro para comprar títulos;
•destruir dinheiro ao vendê-los de volta.
Um truque contábil poderoso e essencial.
O papel do povo na história: o espectador que paga a conta.
No final das contas, todo esse teatro só funciona porque existe uma plateia que paga sem protestar: a população contribuinte.
É o contribuinte que sustenta:
•os juros pagos aos detentores dos títulos;
•a diferença entre déficit e superávit;
•a expansão da dívida quando falta caixa;
•e o próprio sistema político que decide essas regras.
O velhaco jamais paga com seu próprio dinheiro.
Ele paga com o dinheiro dos outros.
O agiota jamais perde.
Ele recebe sempre, pois seu risco é protegido pela capacidade tributária do Estado.
E o povo, que não fez o empréstimo nem assinou contrato algum, acaba financiando a peça inteira.
Conclusão: a genialidade do velhaco e a felicidade do agiota.
No mundo real, o velhaco que nunca paga é punido.
Mas no mundo das finanças públicas, ele é celebrado por sua estabilidade.
A dívida eterna se torna sinal de confiança, não de irresponsabilidade.
E o agiota, em vez de perseguir o devedor, torce para que ele continue devendo para sempre.
A lógica é simples:
A dívida pública nunca é para ser paga; é para ser mantida.
E enquanto ela existir, alguém estará recebendo juros sustentados pelos impostos.
O velhaco sorri porque nunca paga.
O agiota sorri porque sempre recebe.
E o povo paga a conta sem saber que faz parte da história desde o primeiro ato.
RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
Post Anterior

Governo de Alagoas entrega mais um ginásio poliesportivo em escola estadual de Maceió

Próximo Post

Prefeitura de Maceió entrega 24 areninhas e mantém obras simultâneas em outras sete

resumopolitico

resumopolitico

Próximo Post
Prefeitura de Maceió entrega 24 areninhas e mantém obras simultâneas em outras sete

Prefeitura de Maceió entrega 24 areninhas e mantém obras simultâneas em outras sete

Jogos de verão começam neste final de semana na Pajuçara

Jogos de verão começam neste final de semana na Pajuçara

Governador em exercício inaugura pavimentação em Chã Preta e destaca avanço das obras em Alagoas

Governador em exercício inaugura pavimentação em Chã Preta e destaca avanço das obras em Alagoas

Comments 1

  1. Josemário Lima da Silva says:
    3 meses ago

    Não somente somos os espectadores,mas o financeiro desse sistema sem força nem condições de cobrar, exigir seus valores e sua dignidade.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Populares

  • Descomplicando o diagnóstico com Raio X

    Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1
  • Alexandre Fleming anuncia filiação à Unidade Popular e defende reorganização da esquerda em Alagoas

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1
  • Eleições, quem perder o trem, não encontra outra estação

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Infância, lei e responsabilidade judicial

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Secretaria de Ações Estratégicas e Parcerias de Maceió conquista prêmio como Melhor em Estruturação de Projetos Municipais

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0

Curta nossa Página

logoresumo

Atuando na imprensa brasileira por mais de 50 anos o jornalista PEDRO OLIVEIRA, cronista político respeitado por suas opiniões independentes e sua atuação sistemática em defesa da moralidade e da legalidade no campo da gestão pública é o editor principal deste blog de notícias.

Descomplicando o diagnóstico com Raio X

Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

24 de fevereiro de 2026
0
11

Todos os anos, entre fevereiro e março, o Sudeste revive o mesmo enredo. Chuvas intensas, encostas que cedem, casas soterradas,...

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

24 de fevereiro de 2026
0
4

A Secretaria de Fazenda orienta os contribuintes que precisam de ajuda para solicitar o boleto pelo WhatsApp ou e-mail; guias...

CONTATO RESUMO POLÍTICO:

Email: comercial@resumopolitico.com.br
Telefone: (82) 99904-7892
Endereço: Av. Fernandes Lima, 1513 – Sala 504 – Pinheiro

CEP: 57.054-450
Expediente Jornalístico:
Jornalista Responsável: 
Pedro Duarte de Oliveira

Analista Técnico: Manoel Rocha
Comercial:  Edgenes Vital – (82) 98703-0216

Administrativo: Wellington Moreira –  (82) 99904-7892
Expediente: 8h às 12h e das 14h às 18h.

© 2025 Resumo Político – desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Alagoas
  • Painel Brasil/Mundo
  • Arquivo Político
  • Coluna Pedro Oliveira
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Política é uma Piada

© 2025 Resumo Político - desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

Login to your account below

Forgotten Password?

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Fale Conosco

Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito. Política de Privacidade
...