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Descomplicando o diagnóstico com Raio X

Por que os Estados Unidos defendem Israel com tanto ardor

resumopolitico by resumopolitico
11 de fevereiro de 2026
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
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A defesa incondicional de Israel pelos Estados Unidos costuma ser apresentada ao público como escolha moral. Democracia contra autoritarismo. Civilização contra barbárie. Sobrevivência contra extermínio. Essa narrativa tem força emocional e raízes históricas reais, mas ela não explica, sozinha, a intensidade, a persistência e o custo político do apoio americano a Israel. Para compreendê-lo, é preciso abandonar o conforto do discurso moral e observar a engrenagem do poder.

Os Estados Unidos não defendem Israel apenas porque acreditam em Israel. Defendem porque Israel se tornou parte da arquitetura do poder americano no Oriente Médio.

Desde a Guerra Fria, Washington buscou reduzir o custo direto de sua presença militar em regiões instáveis. Manter tropas em larga escala é caro, politicamente sensível e socialmente desgastante. Israel surgiu, nesse contexto, como um ativo raro. Um aliado militarmente eficiente, tecnologicamente avançado, disposto a lutar suas próprias guerras e alinhado estrategicamente aos interesses americanos. Um porta-aviões em terra firme, sem soldados americanos embarcados.

Essa utilidade prática moldou a relação muito mais do que qualquer afinidade ética abstrata. Israel oferece inteligência de alto nível, testa armamentos em cenários reais, desenvolve tecnologias militares e compartilha informações estratégicas sobre grupos jihadistas e regimes hostis. Boa parte da ajuda militar americana retorna à própria indústria bélica dos EUA, fechando um ciclo econômico e estratégico que reforça o vínculo.

Mas a geopolítica externa não explica tudo. O apoio a Israel também é produto da política interna americana. Nos Estados Unidos, política externa passa pelo Congresso, e o Congresso responde a eleitores. A comunidade judaica americana, altamente organizada, politicamente ativa e influente em setores-chave da sociedade, mantém Israel como tema sensível e permanente no debate público. Não é um bloco monolítico, mas é consistente o suficiente para tornar o apoio a Israel uma posição segura para a maioria dos políticos.

A isso se soma um fator menos discutido, mas numericamente decisivo: o eleitorado evangélico conservador. Para milhões de americanos, Israel não é apenas um aliado estratégico, mas um elemento central de uma narrativa religiosa. Defender Israel, nesse universo, não é política externa. É fidelidade bíblica. Esse apoio não depende de governos israelenses específicos nem de avaliações sobre direitos humanos. Ele é estrutural, emocional e eleitoral.

Há ainda a dimensão histórica. O trauma do Holocausto marcou profundamente a construção da ordem internacional do pós-guerra. Os Estados Unidos, que emergiram como potência hegemônica após 1945, incorporaram a defesa de Israel como parte de um compromisso moral implícito. Israel passou a representar a garantia de que o fracasso moral da humanidade no século XX não se repetiria. Essa memória moldou gerações de diplomatas, políticos e eleitores.

Com o tempo, esse compromisso moral se institucionalizou. Virou reflexo automático. Criticar Israel passou a ser confundido com negar sua legitimidade. Questionar ações de governos israelenses passou a ser tratado como ameaça existencial. O debate foi empobrecido, mas o alinhamento se fortaleceu.

Hoje, esse apoio encontra seu eixo mais concreto no confronto com o Irã. Para Washington, o Irã representa um desafio duplo: regional e simbólico. Regional, porque disputa influência no Oriente Médio por meio de milícias, aliados e projeção militar indireta. Simbólico, porque desafia a ordem internacional liderada pelos Estados Unidos. Israel tornou-se a linha de contenção avançada desse confronto. Ataca, dissuade, reage e pressiona, enquanto os EUA observam, apoiam e calibram.

Romper ou enfraquecer essa aliança teria custos elevados. Enviaria sinal de instabilidade a outros aliados, abriria espaço para adversários estratégicos e exigiria maior envolvimento direto americano na região. Na lógica do poder, manter Israel forte e alinhado é mais barato do que redesenhar o tabuleiro.

Nada disso significa que o apoio seja isento de tensões. Ele não é. Dentro dos Estados Unidos, especialmente entre jovens, universidades e setores progressistas, a relação com Israel vem sendo questionada. Não a existência do Estado israelense, mas a natureza do apoio automático, a ausência de limites e o custo moral desse alinhamento. Esse questionamento cresce, mas ainda não alterou o núcleo da política americana.

A razão é simples. Alianças não sobrevivem por justiça, mas por utilidade. Enquanto Israel continuar entregando valor estratégico, político e simbólico aos Estados Unidos, o apoio persistirá, mesmo sob críticas. A política externa americana não é guiada por afetos, mas por interesses de longo prazo revestidos de linguagem moral.

A defesa ardorosa de Israel não é um desvio da lógica americana. É sua expressão mais clara. Uma combinação de poder militar terceirizado, política doméstica, memória histórica e cálculo estratégico. Quem espera que essa relação mude por indignação moral não compreendeu como impérios decidem.

Na política internacional, princípios explicam discursos. Interesses explicam comportamentos.

RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
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