Quando a mulher engravida começa a pedir a Deus que seu filho venha com saúde. Não importa o sexo da criança! Bom é que seja normal.
No entanto, os planos divinos são outros e a criança vem com algum problema. É o que chamamos de especial. Começa então a luta dos pais: qual o diagnóstico? Como será o futuro do bebê? Será necessário que os pais se cuidem para enfrentar a longa batalha que virá pela frente.
Conheço um casal que teve quatro filhos normais e a quinta filha veio com Síndrome de Down. O casal é feliz e ensinou aos irmãos como cuidar da irmãzinha.
Outro casal conhecido nosso teve onze netos e um deles veio especial. Conseguiu estudar até o ensino médio. Hoje, devidamente medicado, é assistido pela família e pelos médicos, leva uma vida normal, é calmo, obedece aos mais velhos e não agride ninguém.
Para a glória de Deus, vive com os avós que já estão velhos e precisam de ajuda. É a sombra do avô: vai com ele ao supermercado, à farmácia e não deixa o idoso, pegar peso.
Enquanto os outros netos casaram, foram morar em outros estados e até fora do país, ele, o especial, voltou a morar com os avós e ajudar a mãe a cuidar dos idosos.
A preocupação dos pais é como será o futuro dos filhos especiais quando Deus chamar seus genitores. Mas, na família sempre tem alguém de bom coração que assumirá o filho especial.
Recentemente, houve um caso numa família conhecida: a mãe foi embora para o céu com 62 anos. A filha mulher assumiu o irmão que não se cuida só.
No prédio onde minha filha morava, havia dois irmãos que tinham uma determinada síndrome. A irmã que é casada alugou um apartamento, contratou uma cuidadora e colocou os irmãos. Quase não os visita e o apartamento é muito sujo. A moça contratada só entra lá de luvas. Um dos irmãos já morreu e outro mora lá sozinho. Só Deus para cuidar dele.
Sempre que sei de familiares que colocam parentes doentes em asilo, meu coração chora de tristeza. Recentemente, soube de uma mãe doente mental colocada numa casa de repouso por duas filhas jovens que foram criadas pela avó e pela mãe doente. Sempre que peço notícias a alguém a resposta é vaga: não sei.
Aqui em Paripueira, mora um casal idoso, com uma empregada doméstica que não dorme com eles. A mulher tem demência, o homem tem câncer. A filha mora na orla marítima e pouco visita os pais. Será que a ingrata vai ficar velha? Os pais dormem sós. De repente, acontece algo e ninguém pode socorrer. Que Deus tenha pena dos dois!
Em nossa família, já existiu um caso de uma garota com paralisia cerebral. Viveu mais de 30 anos bem cuidada pela mãe, pois perdeu o pai ainda bem novinha. Deus a tenha em bom lugar.
Tenho muito medo de asilo, mas uma amiga minha nos 91 anos escolheu morar numa casa de repouso. Está feliz e cheia de amigos.
De outra maneira, um filho de cinquenta e poucos anos tomou o apartamento da mãe, que é normal, e colocou-a no asilo. Faz poucas visitas e sempre diz que a idosa vai bem. Opinião diferente da dela.
Para nós dois, idosos de 85 anos, o neto especial foi uma bênção de Deus. Veio com a mãe morar conosco, ajuda-nos bastante e obedece a todos nós. Moramos em nossa casa, somos bem cuidados, amados e respeitados.
Aos que foram embora cuidar de suas vidas, que Deus os abençoe. Lembrem-se, no entanto, que há um primo de vocês que vive conosco e nos ajuda! Rezem por ele.
Deus existe
Não duvidem.
Alari Romariz Torres
É aposentada da Assembleia Legislativa
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