Entre a elegância e a bravata

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado para falar no Senado, na Comissão de Assuntos Econômicos. Galípolo, além de um técnico executivo da maior competência, tem uma educação que vem de berço e formação. Foi recebido com todo respeito, menos pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, que saiu de Murici, mas Murici nunca saiu dele. Como sempre, usando a oportunidade como palco, foi bravateiro, deselegante e desrespeitoso com o convidado. O comportamento do desvairado senador, recebeu críticas de seus colegas e da imprensa. Cada um dá o que tem.
João Caldas, sendo João Caldas

O ex-ministro Aldo Rebelo, que já percorria o país em pré-campanha e era tratado nos bastidores como uma espécie de “Padre Kelman” da disputa presidencial, acabou descartado sem cerimônia pelo comando da legenda. No lugar, surge agora o nome do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, numa mudança abrupta conduzida pelo presidente do partido, João Caldas. Aldo levou uma bela rasteira política. Mas, convenhamos, poucos poderiam alegar surpresa. Em Alagoas, João Caldas é conhecido há décadas por métodos pouco ortodoxos e por hábitos políticos que sempre caminharam mais próximos do improviso e da conveniência do que da lealdade.
Aqui já começou

Pela legislação eleitoral a campanha política não pode ser feita agora. A propaganda eleitoral dos candidatos que disputam as eleições de 2026 será iniciada oficialmente no dia 16 de agosto. Essa data marca ainda o início da realização de comícios, distribuição de material gráfico, caminhadas ou outros atos de campanha eleitoral. Fica autorizada também a propaganda na mídia impressa e na internet. Por aqui as campanhas já estão nas ruas. Comícios, caminhadas, adesivaços e outras tipos de propaganda. O Tribunal Regional Eleitoral finge que não sabe.
Mudança no caso Lulinha

gera desgaste
Pegou muito mal em Brasília a mudança do delegado que conduzia as investigações do chamado caso “Lulinha”.
A troca provocou forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos, alimentando suspeitas e críticas sobre possível interferência em apurações sensíveis. O episódio teria irritado inclusive o ministro do STF André Mendonça, que acompanha com preocupação os reflexos institucionais do caso.
No Congresso Nacional, deputados e senadores da oposição articulam pedidos de explicações formais sobre os motivos da substituição.
Não será vice

As insinuações de que o vice-governador Ronaldo Lessa poderia integrar como vice uma eventual chapa liderada por JHC tiveram repercussão péssima dentro da coligação.
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que o “eterno vice” não agregaria densidade eleitoral suficiente nem teria capilaridade política capaz de ampliar o alcance da campanha no interior do Estado.
“Tem gente muito mais capaz de ser companheiro do ex-prefeito”, confidenciou uma importante fonte ligada ao Partido da Social Democracia Brasileira.
A aposta de Lula no Supremo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua decidido a insistir no nome de Jorge Messias para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.
O movimento revela o grau de confiança do Palácio do Planalto na reeleição presidencial, já que uma nova indicação ao Supremo dependeria da próxima legislatura e de um Senado politicamente favorável em 2027.
O problema é que o cenário desenhado para o futuro Congresso não parece tão confortável quanto imagina o governo.







