É impressionante o comportamento do ser humano em todos o seguimentos da sociedade.
Há menos de 60 dias, as mídias e alguns seguimentos sociais organizados ( uma parcela da população), só tinham olhos para Bolsonaro.
Derrotado na eleição, Bolsonaro deixou de ser destaque na grande imprensa. Nas redes sociais, quase nada! A não ser alguns apaixonados que resistem e sonham com o impossível: mudar o resultado de uma eleição.
A realidade passou a ser outra. Lula, o recém eleito presidente, é mídia obrigatória em todas as redes. Passou de ex presidiário a estadista e, com isto é matéria de primeira página até na imprensa internacional.
Muitos dos que combateram o presidente eleito, inclusive com adjetivos ofensivos, hoje já estão se chegando, deixando Bolsonaro de lado, típico de fim de governo em que os “apaixonados e asseclas”, começam a deixar o barco, (feitos ratos de porões). O real é que cada dia que passa, o derrotado vai ficando isolado.
Assim é a humanidade, o seu comportamento é pela ostentação do cargo, se está no poder é festejado, se não está é rapidamente esquecido. É tido como rolete chupado.
O pior para o derrotado é o ostracismo, o esquecimento, ser ignorado e isolado por aqueles a quem tanto prestigiou. O perdedor precisa ter cabeça (serenidade) para suportar a repentina mudança de comportamento das pessoas. Com o tempo vai compreender que uma significativa parcela da população tem atração pelo poder e não pela pessoa que momentaneamente ocupa o cargo.
Bolsonaro hoje, me faz lembrar o ditado popular: ” rei morto, rei posto ”
Mas, serve de lição para quem ocupa algum cargo de destaque, entender que o poder é passageiro, nada é eterno, nem a vida.
Portanto, o “poder” deve servir para se fazer amizades e ajudar a quem precisa. Quem, no exercício do poder maltrata e humilha as pessoas, depois que deixar o cargo vai sofrer sérias consequências.
O PODER É DO POVO, NUNCA DO POLÍTICO.
Francisco de França – advogado







