Até o momento, são 47 vítimas no município de São Sebastião e uma em Ubatuba; outras 38 estão desaparecidas
O governo de São Paulo contabilizou mais mortes nesta 4ª feira (22.fev.2023) por conta das fortes chuvas que atingem o litoral norte da região. O número atualizado é de 48 pessoas –47 em São Sebastião e uma em Ubatuba.
Além disso, são 1.730 desalojados (deixaram suas casas, mas não necessitam de abrigo, ou seja, podem, por exemplo, estar com familiares ou amigos) e 1.799 desabrigados (estão em abrigos públicos ou privados). Os dados são do último boletim do governo de Estado, divulgado às 19h15 desta 4ª feira (22.fev).
O último boletim da prefeitura de São Sebastião havia contabilizado, até esta 4ª feira (22.fev), 47 mortes pela tragédia na cidade, além de 1.686 pessoas desalojadas e 1.845 desabrigados. Ao menos outras 38 pessoas estão desaparecidas só no município.
Tarcísio decretou estado de calamidade pública no domingo (19.fev) nas cidades de Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Guarujá, Caraguatatuba e Bertioga. Anunciou também R$ 7 milhões para a Defesa Civil auxiliar as vítimas das chuvas. A liberação dos recursos será por meio de crédito suplementar ao Orçamento Fiscal na Secretaria de Governo e Relações Institucionais.
Depois do encontro, os 3 políticos acertaram que:
- a reconstrução das moradias será coordenada pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e pelo Ministério das Cidades e que caberá à prefeitura encontrar terrenos fora de áreas de risco para as novas construções;
- a ajuda humanitária será centralizada no Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo e do município de São Sebastião.
RISCO NAS RODOVIAS
Tarcísio de Freitas também disse na 2ª feira que é possível que alguns pontos da rodovia Rio-Santos, no litoral norte do Estado, tenham deixado de existir. Segundo o governador, ainda não é possível dimensionar o tamanho dos estragos em alguns pontos da rodovia.
“A gente contabilizou mais de 10 pontos de bloqueio[na Rio-Santos], alguns de grande extensão, e em alguns pontos a gente não sabe o que sobrou da rodovia. Porque é um volume de terra tão grande que se deslocou e numa extensão tão grande que a gente levanta até a hipótese de a rodovia ter sido arrastada junto, de a rodovia não existir mais”, disse Tarcísio em entrevista a jornalistas.
Nesta 3ª feira, o governo do Estado iniciou obras de recuperação em outra rodovia, a Mogi-Bertioga (SP-098). Segundo a Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a expectativa é que as obras sejam concluídas em até 6 meses, com investimento previsto de R$ 9,4 milhões.







