Há momentos em que a história parece se repetir apenas para testar a capacidade de um povo de acreditar novamente. Quando o Palmeiras, sob a liderança firme de Leila Pereira, reverte um resultado adverso e vence a LDU, não é apenas um jogo que se ganha — é um símbolo do poder da determinação, da gestão planejada e da crença inabalável no trabalho. O mesmo espírito se observa na coragem do governador Cláudio Castro ao enfrentar o banditismo que há décadas assola o Rio de Janeiro. Ambos, cada um em seu campo, mostram que a determinação é mais do que virtude: é estratégia, é método, é visão de futuro.
A vitória como metáfora da persistência.
O Palmeiras entrou em campo carregando o peso da desconfiança e a lembrança recente de eliminações dolorosas. A presidente Leila Pereira, muitas vezes criticada por sua postura firme e pela cobrança sobre resultados, demonstrou o que poucos dirigentes no futebol brasileiro ousam: planejamento de longo prazo, investimento responsável e liderança sem populismo. A vitória sobre a LDU não foi apenas mérito dos jogadores; foi a consagração de um modelo de gestão que não teme o desgaste público quando há convicção no projeto.
A cada gol, o torcedor via em campo mais que um time — via um exemplo de como o profissionalismo e a disciplina transformam derrotas em vitórias e críticas em aplausos. Leila mostrou que, quando se mantém a rota traçada, mesmo sob ataques passionais, o resultado chega.
O Rio e sua batalha moral.
No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro enfrenta um inimigo bem mais perigoso: o crime organizado. Sua decisão de conduzir operações firmes contra o narcotráfico, mesmo sob o olhar desconfiado de setores ditos “progressistas”, revelou uma coragem política rara. Castro não apenas devolve à polícia o papel de protagonista na defesa da sociedade, mas enfrenta um sistema que, por décadas, se acomodou à leniência e ao discurso humanista seletivo, que poupa os criminosos e abandona as vítimas.
A recente operação no Complexo da Penha — planejada com inteligência e uso estratégico apenas das forças estaduais — foi uma demonstração de que o Estado ainda pode, sim, retomar o controle sobre territórios antes dominados pela violência. Os resultados — dezenas de armas apreendidas, chefes de facção presos e rotas de fuga desarticuladas — revelam que há método e determinação onde antes havia apenas retórica.
Determinação: o elo entre o esporte e a política.
O paralelo entre Leila e Castro é mais do que simbólico. Ambos enfrentam ambientes dominados por paixões e resistências internas. Ambos desafiam corporações e grupos de interesse. E ambos entenderam que a liderança moderna exige não agradar a todos, mas fazer o que é certo, mesmo que isso custe popularidade temporária.
No futebol, o torcedor exige vitórias, mas não quer pagar o preço da disciplina. Na política, o cidadão clama por segurança, mas muitos se escandalizam com o enfrentamento necessário. Tanto no campo esportivo quanto na administração pública, o sucesso depende de coragem para contrariar o consenso cômodo e romper com o ciclo do medo.
A esperança como projeto coletivo.
Quando um time de futebol brasileiro vence com raça e inteligência, e um governo estadual enfrenta o crime com firmeza e resultado, o país se enxerga no espelho da possibilidade. A mensagem é simples e poderosa: o Brasil não precisa aceitar a mediocridade nem se acostumar à impunidade. É possível ser eficiente, ético e vitorioso. Basta que sua fragilidade não esteja nas disputas políticas onde o divisionismo funciona como apoio à delinquência.
Leila Pereira e Cláudio Castro representam, em dimensões diferentes, a mesma ideia: a vitória não é um acaso, mas o resultado inevitável da persistência, solidariedade e clareza de propósito. O Brasil precisa de mais líderes assim — que não temam as críticas, que saibam se cercar de técnicos competentes, que entendam que o dever público e a responsabilidade com o coletivo valem mais do que disputas eleitorais.
A simbologia do exemplo.
O torcedor palmeirense que vibrou com o gol da virada e o cidadão carioca que finalmente sente o Estado reagir ao poder do crime têm algo em comum: ambos redescobriram o valor da confiança. Quando a sociedade percebe que o esforço é recompensado, que o trabalho sério gera resultados e que a coragem substitui o medo, a esperança deixa de ser palavra e volta a ser sentimento.
O Brasil que pode dar certo.
A vitória do Palmeiras e a operação vitoriosa do Rio de Janeiro mostram que o país tem reserva moral e técnica para se reinventar. Falta apenas multiplicar o exemplo — no esporte, na política, na economia, na educação. Determinação, planejamento e coragem não são virtudes exclusivas de alguns: são caminhos possíveis para todos que desejam transformar o caos em progresso.
Em tempos de ceticismo e descrença, Leila Pereira e Cláudio Castro se erguem como sinais de que o Brasil ainda pode acreditar em si mesmo. Porque, quando a determinação é a solução, o impossível se torna apenas questão de tempo.
Analista colaborador do Resumo Política







