• Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
  • Painel Brasil/Mundo
  • Alagoas
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Arquivo Político
  • Política é uma Piada
  • Coluna Pedro Oliveira
Resumo Político
  • Home
  • Quem Somos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
No Result
View All Result
Resumo Político
No Result
View All Result
Home Destaque
A cassação do mandato de Cláudio Castro: a estiagem que faltava!

resumopolitico by resumopolitico
4 de dezembro de 2025
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
0
8
SHARES
49
VIEWS
CompartilheEntre em contato
Na contabilidade privada, lucro é simples:
receita – despesa = ganho do proprietário ou acionista.
Desse lucro, a empresa paga impostos e distribui dividendos aos sócios.
No setor público, não.
O governo não paga imposto, não distribui dividendos e não tem “proprietários”.
Quem financia o Estado são os cidadãos e os produtores, que pagam impostos antecipadamente e arcam com a receita futura via carga tributária. Portanto, o superávit não enriquece o governo — ele apenas indica que o Estado arrecadou mais do que gastou.
Mas aí surge a pergunta essencial:
Se o Estado não distribui lucro, por que buscar superávit?
A resposta técnica é uma só:
para pagar juros da dívida.
O superávit primário é justamente o resultado fiscal antes do pagamento dos juros. Ele existe para gerar recursos livres capazes de cobrir parte dos juros da dívida pública. Ou seja:
•empresa gera lucro → remunera dono;
•governo gera superávit → remunera credor.
A simetria é evidente:
lucro privado beneficia acionistas; superávit público beneficia bancos e detentores de títulos.
1. Superávit é lucro para o sistema financeiro.
Quando o governo gasta menos do que arrecada (superávit primário), ele demonstra capacidade de:
•pagar juros,
•rolar dívida,
•manter confiabilidade dos títulos públicos,
•reduzir risco de inadimplência,
•baratear o custo da dívida para credores.
Isso significa que o maior beneficiado do superávit não é o cidadão comum, mas quem empresta dinheiro ao Estado:
•bancos,
•fundos de investimento,
•seguradoras,
•fundos de pensão,
•investidores institucionais,
•até investidores internacionais.
Para esse grupo, que recebe juros contratualmente garantidos, o superávit funciona como sinal de segurança e lucro futuro assegurado.
Assim, quando um economista ou político defende obsessivamente superávit, na prática está defendendo a solidez dos ganhos do credor — não necessariamente o bem-estar da sociedade.
2. Superávit NÃO é sinônimo de equilíbrio fiscal.
Há um erro conceitual enorme no debate público:
•Falam de superávit como se fosse “responsabilidade”.
•Mas escondem que o superávit não resolve o problema estrutural da dívida.
•Ele apenas serve à lógica do credor.
Equilíbrio fiscal real exige um Estado:
•menos custoso,
•mais eficiente,
•menos burocrático,
•com menos desperdício,
•com menos renúncias clientelistas,
•e com arcabouço que impeça crescimento automático do gasto.
Mas isso dá trabalho político — cortar privilégios custa votos.
O superávit, ao contrário, é o caminho mais fácil:
•aumenta imposto,
•corta investimento,
•reduz serviço,
•mas garante o pagamento dos juros.
É fiscalmente vantajoso para bancos e credores pois não alteram as bolsas de valores, “ os financiamentos, não fortalece,  nem faz o Estado mais eficiente.
3. O nó político-moral: quem paga a conta?
Quando o governo busca superávit:
•aumenta impostos (onera produtores e cidadãos),
•reduz serviços essenciais (saúde, educação, segurança),
•baixa investimentos (infraestrutura vira sucata),
•e garante recursos para pagar juros a quem emprestou.
Na prática, isso significa que:
•a sociedade financia a tranquilidade dos credores,
•ricos rentistas são protegidos,
•empresários produtivos pagam a conta,
•e o Estado não melhora sua eficiência.
Superávit sem reforma é apenas um transferidor de renda do povo para os bancos.
4. O argumento técnico que raramente é dito.
Os defensores do superávit afirmam que ele:
•reduz risco país,
•estabiliza inflação,
•atrai capital.
Não é mentira  — mas é meia verdade.
A realidade é:
•Desde que o Estado continue gastando mal,
•desde que a dívida cresça mais rápido que o PIB,
•desde que a máquina pública seja ineficiente,
•desde que a corrupção corra solta,
superávit é apenas maquiagem para manter credores satisfeitos enquanto o país não melhora.
A metáfora é perfeita:
É como pagar juros do cartão de crédito todo mês, sem reduzir a dívida e sem mudar o comportamento de consumo.
Não podemos negar a importância do crédito para turbinar o desenvolvimento mas o sistema financeiro   agradece a prioridade do superávit primário.
5. Conclusão: superávit é ferramenta, não objetivo — mas virou objetivo porque interessa aos credores.
Quem defende superávit, do jeito que se pratica no Brasil, está defendendo bancos — não equilíbrio fiscal.
O superávit deveria ser CONSEQUÊNCIA de:
•Estado eficiente,
•contas ajustadas,
•reformas estruturais,
•gasto racional,
•estabilidade institucional.
Mas, no Brasil, virou FIM EM SI MESMO — justamente porque:
•garante pagamento de juros,
•acalma credores,
•sustenta a máquina financeira,
•e mantém a dívida viva.
Em resumo:
•Superávit sem reforma = lucro para quem empresta e sacrifício para quem produz.
•Equilíbrio fiscal real exige repensar o Estado — não apenas arrecadar mais para pagar juros.
RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
Post Anterior

Governador sanciona reajuste de 4,52% aos servidores do Judiciário de Alagoas

Próximo Post

A FEIA DA PITANGUINHA

resumopolitico

resumopolitico

Próximo Post
LABORÁTÓRIO

A FEIA DA PITANGUINHA

Instalação de passarela fecha trecho da Av. Durval de Góes Monteiro neste domingo (7)

Instalação de passarela fecha trecho da Av. Durval de Góes Monteiro neste domingo (7)

Veja como vai funcionar feiras e mercados públicos no feriado de Nossa Senhora da Conceição

Veja como vai funcionar feiras e mercados públicos no feriado de Nossa Senhora da Conceição

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Populares

  • Descomplicando o diagnóstico com Raio X

    Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

    4 compartilhados
    Compartilhados 2 Tweet 1
  • Alexandre Fleming anuncia filiação à Unidade Popular e defende reorganização da esquerda em Alagoas

    2 compartilhados
    Compartilhados 1 Tweet 1
  • Eleições, quem perder o trem, não encontra outra estação

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Infância, lei e responsabilidade judicial

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0
  • Secretaria de Ações Estratégicas e Parcerias de Maceió conquista prêmio como Melhor em Estruturação de Projetos Municipais

    1 compartilhados
    Compartilhados 0 Tweet 0

Curta nossa Página

logoresumo

Atuando na imprensa brasileira por mais de 50 anos o jornalista PEDRO OLIVEIRA, cronista político respeitado por suas opiniões independentes e sua atuação sistemática em defesa da moralidade e da legalidade no campo da gestão pública é o editor principal deste blog de notícias.

Descomplicando o diagnóstico com Raio X

Chuvas, Encostas e Omissões: uma interpretação dos desastres brasileiros

24 de fevereiro de 2026
0
25

Todos os anos, entre fevereiro e março, o Sudeste revive o mesmo enredo. Chuvas intensas, encostas que cedem, casas soterradas,...

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

IPTU 2026 com 10% de desconto vence nesta sexta-feira (27); saiba como emitir as orientações

24 de fevereiro de 2026
0
4

A Secretaria de Fazenda orienta os contribuintes que precisam de ajuda para solicitar o boleto pelo WhatsApp ou e-mail; guias...

CONTATO RESUMO POLÍTICO:

Email: comercial@resumopolitico.com.br
Telefone: (82) 99904-7892
Endereço: Av. Fernandes Lima, 1513 – Sala 504 – Pinheiro

CEP: 57.054-450
Expediente Jornalístico:
Jornalista Responsável: 
Pedro Duarte de Oliveira

Analista Técnico: Manoel Rocha
Comercial:  Edgenes Vital – (82) 98703-0216

Administrativo: Wellington Moreira –  (82) 99904-7892
Expediente: 8h às 12h e das 14h às 18h.

© 2025 Resumo Político – desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

No Result
View All Result
  • Home
  • Quem Somos
  • Alagoas
  • Painel Brasil/Mundo
  • Arquivo Político
  • Coluna Pedro Oliveira
  • Opinião
  • Pílulas do Pedro
  • Política é uma Piada

© 2025 Resumo Político - desenvolvido por Neto Rocha (82) 99321-0509.

Login to your account below

Forgotten Password?

Fill the forms bellow to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Fale Conosco

Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito. Política de Privacidade
...