Chegou o ano político. As redes sociais estão divertidas. Os candidatos se dizem homem de bem. Prometem ao povo muita coisa boa. Visitam os eleitores, cumprimentam todo mundo. É uma festa!
Lembro-me de criaturas que quando se elegem, não recebem ninguém. Falar com um político durante o ano é impossível.
Outro dia, eu ia chegando na Assembleia e encontrei um médico famoso, dono de um hospital, querendo falar com o Presidente da Casa. Barrado na recepção, indagado insistentemente pelas recepcionistas. Quando me viu, respirou fundo e disse: Alari, foi o Presidente que me chamou. Expliquei às meninas quem era o moço e fui levá-lo perto da Presidência. Ele quase desiste de entrar.
Piores do que os políticos são os assessores. Trabalhei durante vários anos com o deputado, que depois foi ser federal e hoje é candidato ao Senado. Tentei falar com ele através de um amigo e nunca consegui. Havia sempre algo a impedir. Desisti!
Dentro da Assembleia Legislativa para falar até com um diretor é difícil. São pessoas vaidosas que só fazem o que o chefe manda, mesmo sabendo que está errado. Elas se esquecem que tudo na vida é passageiro, só a morte é certa.
Depois de eleito, o parlamentar pensa que é Deus. Se for para a Mesa Diretora se acham imperadores. Um deles já me disse: Nada temo, enterrei minha mãe. E eu indaguei: Queria que sua mãe morresse? E ele ficou calado!
Acompanho a luta dos Diretores do Sindicato para conseguirem falar com o Presidente. São dias de espera! O pior é que a Assembleia funciona numa casa única. Mesmo assim, é difícil.
O político, depois de eleito, se esquece da luta das eleições. Esconde-se das pessoas que votaram neles. Fica rico, com altos salários, carros novos e vira semideus. Nada reconhece!
Há diretores que só comparecem ao trabalho durante três dias na semana. Procuradores que só chegam por lá depois do expediente. Esquecem-se que se o chefe perder a eleição, eles perdem o emprego.
Estamos no ano das eleições. As redes sociais estão cheias de propaganda. Os candidatos voltam a visitar os redutos eleitorais, brigam por eleitores. A propaganda é intensa, todo mundo é bom pai, bom filho, bom irmão.
Paripueira, que era ligada aos Renans, já se virou para Arthur Lira. Ninguém sabe qual foi a vantagem. Mas, nada é de graça.
Aparecem novos candidatos, alguns são velhos conhecidos, outros surgem de repente. Figuras já conhecidas do povo, mas oferecem o que não podem dar. Ainda bem que o governo proibiu os “showmícios”. Era um Carnaval!
No momento atual, é só aguentar visitas, comércios, falsas promessas. Aqui em nossa cidade foi prometida uma obra de continuação da orla até o rio Sahuaçuy e até hoje nada aconteceu.
O eleitor não pode votar em candidatos que mentem. Depois de eleitos perseguem os idosos, roubam os pobres coitados e não são punidos.
Vamos rezar para que saibamos selecionar as pessoas de bem, humildes e honestos.
Conselho da velha senhora: a arma do eleitor é o voto. É preciso saber usá-la.
Deus na causa!
Leia amanhã: os insistentes endividamentos do governo e o risco de mascarar o PIB
Há números que iluminam. Há números que escondem. E há aqueles que fazem as duas coisas ao mesmo tempo. O...






