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A cassação do mandato de Cláudio Castro: a estiagem que faltava!

Estaria Trump na galeria dos grandes presidentes americanos?

resumopolitico by resumopolitico
23 de janeiro de 2026
in Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
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A história política dos Estados Unidos costuma ser contada como a sucessão de homens comuns que em determinados momentos foram forçados pelas circunstâncias a agir de maneira extraordinária. Nem todos os presidentes se tornam grandes. A maioria apenas administra o tempo que lhe foi concedido. Poucos conseguem mudar o curso do país. Esses poucos formam a galeria dos grandes. Não são escolhidos pelo brilho pessoal nem pelo número de votos recebidos, mas pelo impacto duradouro que deixaram na estrutura da nação.

George Washington é o primeiro desses grandes não porque tenha governado com genialidade técnica, mas porque soube fundar um modelo. Ao aceitar o poder e, mais importante ainda, ao renunciar a ele, ensinou que o cargo era maior que o homem e que a república não nasceria como uma monarquia disfarçada. Sem esse gesto fundador, tudo o que veio depois poderia ter sido diferente. Washington não criou apenas um governo, criou uma cultura política.

Thomas Jefferson ampliou essa obra ao redefinir a escala do país. Ao adquirir a Louisiana, ele transformou uma república costeira em uma potência continental. Ali não se tratava apenas de território, mas de destino. A partir dali os Estados Unidos deixaram de pensar pequeno. A grandeza americana começa nesse salto geográfico que abriu caminho para uma nação voltada para o futuro e para a expansão.

Abraham Lincoln ocupa um lugar singular porque sua grandeza nasce do risco extremo. Ao enfrentar a guerra civil, não salvou apenas um governo, salvou a própria ideia de país. Se tivesse fracassado, os Estados Unidos teriam se tornado uma soma de repúblicas frágeis e rivais. Ao preservar a União e abolir a escravidão, Lincoln inseriu a liberdade como valor estrutural do Estado. Ele não apenas venceu uma guerra, deu sentido moral à sobrevivência da nação.

Theodore Roosevelt representa outro tipo de grandeza. Ele não fundou nem salvou o país, mas projetou sua força para fora. Criou a noção de que os Estados Unidos não eram apenas uma grande nação, mas uma potência global. Ao fortalecer a marinha, construir o Canal do Panamá e enfrentar monopólios internos, Roosevelt moldou um país que não aceitava mais um papel secundário no mundo nem a submissão econômica interna.

Franklin Roosevelt elevou esse processo a outro patamar ao enfrentar duas crises simultâneas. A Grande Depressão ameaçava implodir o capitalismo americano por dentro e o fascismo ameaçava o mundo por fora. O New Deal não foi apenas um conjunto de programas sociais. Foi a criação de um Estado regulador capaz de estabilizar o sistema econômico sem destruí lo. Ao vencer a guerra e organizar o mundo do pós guerra, Roosevelt consolidou a liderança americana por décadas.

Esses homens não são lembrados apenas por decisões específicas, mas porque depois deles o país já não era o mesmo. Esse é o critério real da grandeza histórica. Não se trata de governar bem, mas de governar de modo irreversível.

É nesse espelho que surge Donald Trump como um desafio à análise tradicional. Trump não se encaixa facilmente em nenhuma dessas categorias clássicas. Ele não fundou o país, não o salvou de uma guerra civil, não criou um novo Estado nem venceu uma guerra mundial. Ainda assim, ninguém pode negar que sua presença alterou profundamente o ambiente político americano.

Trump emergiu como uma reação ao esgotamento de um modelo. Durante décadas, democratas e republicanos administraram uma globalização que concentrou renda, desindustrializou regiões inteiras e produziu uma classe média insegura. Esse processo foi acompanhado por uma linguagem política distante, tecnocrática e moralmente superior que passou a tratar parte da população como atrasada ou dispensável.

Trump rompeu com esse consenso. Recolocou o mercado interno no centro do discurso econômico. Questionou tratados comerciais. Enfrentou o politicamente correto. Atacou elites econômicas, midiáticas e acadêmicas. Mais do que propor políticas, ele mudou o tom da política. Trouxe o conflito cultural para o centro do debate. Desfez a aparência de neutralidade moral que o sistema construíra para si.

Nisso, Trump foi profundamente transformador. Ele não inventou o descontentamento popular, mas deu forma política a ele. Antes de Trump, esse mal estar era difuso. Depois dele, tornou se um ator central da vida americana. Nenhum presidente recente alterou tanto o discurso público quanto ele.

No entanto, existe uma diferença essencial entre provocar um abalo e construir uma nova ordem. Washington, Jefferson, Lincoln e Roosevelt não apenas romperam com o passado, eles organizaram o futuro. Criaram instituições, normas, arranjos duradouros. Trump, até agora, foi mais eficaz em desconstruir do que em estruturar.

Suas políticas econômicas tiveram resultados relevantes, como o estímulo à indústria, a redução de impostos e o enfrentamento da dependência externa em áreas estratégicas. Ainda assim, muitas dessas ações dependiam diretamente de sua presença pessoal no poder e não se converteram integralmente em novos consensos institucionais.

No campo internacional, Trump questionou alianças, pressionou parceiros, impôs uma diplomacia transacional baseada em interesses explícitos. Isso rompeu com a tradição americana de liderança baseada em discurso moral e cooperação multilateral. Essa mudança pode vir a ser vista como uma correção histórica ou como um desvio momentâneo. O julgamento ainda está aberto.

Trump também deixou uma marca profunda ao expor a fragilidade das instituições políticas diante da polarização extrema. Ao mesmo tempo em que denunciava a captura do Estado por elites, ele próprio foi acusado de tensionar os limites do sistema. Isso o coloca em uma posição paradoxal. Ele aparece como crítico e produto do mesmo processo que denunciava.

Por isso, a pergunta não é apenas se Trump merece estar entre os grandes, mas que tipo de grandeza está em jogo. Trump certamente será lembrado como um dos presidentes mais influentes e controversos da história americana. Sua passagem não será apagada nem suavizada. Ele abriu uma nova fase de conflito explícito entre projetos de país.

Mas para ser elevado ao patamar de Washington, Lincoln ou Roosevelt, é necessário algo mais. É preciso que sua passagem seja vista, no futuro, como o início de uma reorganização duradoura do Estado americano e não apenas como uma interrupção ruidosa em um ciclo decadente.

Se, daqui a décadas, for possível dizer que Trump inaugurou um novo modelo econômico, uma nova relação entre povo e instituições e um novo lugar dos Estados Unidos no mundo, então ele estará, sim, na galeria dos grandes. Se, ao contrário, for lembrado apenas como o homem que abalou sem reconstruir, será visto como um marco, mas não como um pilar.

A história não consagra quem apenas grita contra o velho mundo. Consagra quem é capaz de fazer nascer outro. Trump fez ruir certezas. Resta saber se, sobre essas ruínas, algo sólido será erguido.

Essa é a diferença entre ser grande e ser apenas inesquecível.

 

RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
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Comments 1

  1. UBIRATAN SILVEIRA JATOBA says:
    1 mês ago

    O Rui que eu já o conheço, faz um relato brilhante sobre o Presidente Americano, com profundeza e conhecimento, demonstrando como e o que deve se fazer em relação a maior Nação em poderio, economia e armas modernas e poderosas. Muito melhor é ser seu aliado, ter ao seu lado, sem submissão, sem se rebaixar e respeitando os direitos mútuos .

    Responder

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