Saí de Alagoas por alguns dias para fugir da perseguição e da maldade humana. Tais fatos mexeram com minha saúde. O estresse foi tão grande que minha glicose e minha pressão subiram. Como não quero morrer por causa de injustiças, vim descansar um pouco.
Estou em Petrolina, ao lado do Velho Chico, colocando os pensamentos em dia. Na fase difícil, preciso saber quem são os amigos com quem posso contar. Os inimigos já estou conhecendo e mostrando ao povo das Alagoas quem são eles.
Estou na casa da minha filha, com todo o conforto e carinho. Ao lado de outra filha que zela por mim. Além de tudo isso, de onde estou vejo o Velho Chico, que me lembra a infância e meu pai.
O povo das Alagoas precisa aprender a votar. Observar bem os políticos que só procuram os eleitores em época de eleição. Depois do pleito, não recebem ninguém e perseguem os idosos. Desconhecem o Estatuto do Idoso.
Estamos no momento em que os candidatos beijam, abraçam e até dançam forró. No próximo ano, os pobres eleitores não conseguirão chegar perto dos poderosos. Nem sei se eles voltarão aos lugares onde foram votados para agradecer pelos votos recebidos. Sempre acompanhei tal movimento.
No momento, acho que o político que se acha mais poderoso é Marcelo Victor. Defende os companheiros de classe e persegue os idosos do Poder Legislativo. Deve fazer nova manobra e voltar a ser Presidente da Assembleia pela quinta vez. Segundo ele, 24 parlamentares estão no seu grupo. Donde vem tanto poder?
Apesar de estar longe, acompanho a política alagoana todos os dias. Vejo entrevistas, comentários, visitas ao interior e as promessas são as mesmas. Não se fala no povo pobre, nos idosos, no respeito às categorias dos servidores. Entretanto, já tenho meu voto definido, apesar dos pesares.
Ontem, morri de rir, vendo um político dançando forró no interior. Depois das eleições, quero vê-lo lembrar-se da pobre moça que dançou com ele.
O clima de horror na Assembleia Legislativa continua firme e forte. As pastas dos inativos estão sendo remexidas e os sindicatos nada fazem. Conversei com um advogado que me disse: Ele, o vingativo Procurador, não pode fazer isso a não ser com ordem judicial. E o jurista nem sabe o que há de aposentadorias que nem foram para o Tribunal de Contas. E o Procurador nada faz!
Mas, como é ano de eleição, todos os deputados serão julgados pelo povo. Os idosos, que são 23% dos votantes, estão vendo a posição dos parlamentares que acompanham o Presidente da Casa maltratando os velhinhos. A grande maioria vê tudo e não se posiciona. Tudo fica na mão do Todo Poderoso!
São poucos os amigos que tentam ajudar os inativos do Poder Legislativo. Há um temor dentro da Assembleia, pois o Procurador é homem do Presidente. Falar com Marcelo Victor sobre problema dos inativos é coisa rara.
E assim Alagoas caminha no ano das eleições: Políticos brigando para serem eleitos. Grupos se formando de acordo com suas conveniências. O pior é o tal do Fundo Partidário. Dinheiro do povo dividido por partidos políticos para ser gasto nas eleições.
Mas, o povo precisa ser mais sabido. O voto é a arma do eleitor. É preciso procurar políticos mais humildes, homens que trabalhem por quem os elegem.
De longe, olhando para o Velho Chico, pensando nos antigos políticos, na minha infância, acompanhando as eleições em Alagoas, fico triste, muito triste.
Peço aos idosos que tenham cuidado ao votar. Não vendam seu voto. Lutem por seus direitos e peçam sorte a Deus.
Ele existe. Não duvidem.
Arthur Lira visita Instituto IZM, recebe apoio de Zé Márcio Filho e Lelo Maia ao Senado e destaca trabalho social da entidade em Maceió e Alagoas
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Arthur Lira (PP) visitou neste sábado (20) o Instituto IZM, em Maceió, onde...







