Prefeito desonesto

Conheci um prefeito do interior com o qual tive uma breve relação institucional, do qual me afastei ao perceber seus desvios de conduta. Era um administrador razoável e um político enganador. De palavra fácil conquistou autoridades em diversas esferas, que levaram contribuições em termos de obras e realizações para o município, com sua lábia malandra agradou parte da população e com o dinheiro público comprou a maioria dos vereadores, cooptando a governabilidade necessária para praticar seus atos de corrupção e ganhar muito dinheiro. Em tudo ele pedia um “troco”, não importava se negócio era de grande ou pequeno. Apanhado ao “pular a cerca, com a galinha debaixo do braço”, não teve apelação. Foi preso, teve bens sequestrados e devolveu uma grana preta que havia surrupiado da prefeitura. Gastou uma fortuna com bons advogados e hoje seu estado é desolador: desmoralizado, sem dinheiro e sem votos. Este é o fim dos calhordas, que se imaginam impunes.
Heloisa Helena

Oficializada a Federação entre a Rede e o Psol, um provável passo seguinte na união dos dois partidos será definir-se por apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à Presidência. Uma opção, porém, que não deverá ser seguida por uma das estrelas da Rede, a ex-senadora alagoana Heloisa Helena, que sairá candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
A federação está decidida, mas ainda precisa ser homologada pelos dois partidos e depois pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Notícia boa: o lançamento da candidatura de Heloisa Helena teve ampla repercussão e recebida com muitos apoios dos cariocas.
Terrível decepção

O voto do ministro André Mendonça, escolhido por Bolsonaro para o cargo como nome “terrivelmente evangélico”, irritou apoiadores de Daniel Silveira. “Estou terrivelmente desapontado”, reagiu o deputado pastor Marcos Feliciano (PL-SP). Desde o seu voto, Mendonça virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais. Eles esperavam que o ministro votasse pela absolvição do deputado ou pedisse o adiamento do julgamento. Também indicado por Bolsonaro, o ministro Kassio Nunes Marques foi o único a votar pela absolvição de Silveira.
Instado a revelar antecipadamente, pelo Planalto, André Mendonça desconversou e já havia dúvidas se ele votaria pela absolvição de Silveira. No Alvorada o clima era de decepção, inclusive da primeira dama, Michellle Bolsonaro.
Ronaldo Lessa

Ao fechar a coluna, no meu prazo regulamentar, a situação política em Alagoas continuava totalmente indefinida quanto às candidaturas majoritárias. Entre todas a mais obscura é a do vice-prefeito e ex-governador Ronaldo Lessa, ainda um valoroso quadro político em qualquer disputa eleitoral. Por burrice de alguns e inveja de outros foi praticamente alijado das principais composições, perdendo espaço nas negociações entre seus supostos aliados. Ao perceberem a mancada e sua aproximação com grupos antagônicos se apressaram para buscar seu protagonismo, ensejado por muitos. Terá Lessa entusiasmo para formar com aqueles que lhe desdenharam?
Os aparecidos

A eleição indireta para governador está marcada, como também o nome que deverá ser ungido ao Palácio República dos Palmares, no caso o deputado Paulo Dantas, por consenso da maioria dos deputados estaduais, em acordo com o ex-governador Renan Filho. Alimentados por uma mídia biruta começam as tolas especulações em torno da votação, que nada tem de misteriosa. Ai um bando de tolos, com o único propósito de aparecer de lançam “candidatos de oposição”, quando cada um terá apenas o seu voto e alguns minutos de “flash”.
Depois colocarão em seus currículos “candidato a governador” e se esquecerão de acrescentar (1 voto).
Vocação e destino

Não conheço pessoalmente o deputado Paulo Dantas, sou amigo de seu pai (Luiz Dantas, deputado estadual, federal e secretário de estado) e do seu tio Antonio Dantas, desde nossa adolescência em Palmeira dos Índios, pelos quais tenho muito carinho. Acompanho sua trajetória e ascensão política, desde como prefeito por duas vezes em Batalha, sua liderança no Sertão e posições coerentes na Assembleia. Essa história de que “não é conhecido” é muito relativa, os seus concorrentes também dominam a visibilidade total. Costumo dizer que em política se tiver vocação e destino, o resto vem na conta. Tem tudo para chegar lá.
Pelo mundo

As redes sociais até que estão esvaziadas depois que alguns candidatos às próximas eleições saíram de férias com as famílias, para usufruir das delicias e prazeres do Velho Mundo. Fico a imaginar a autoconfiança dessas personalidades em largar seus possíveis redutos, que ficam abertos para “novos negócios” em suas ausências. Pode ser que ao regressarem das férias tenham que refazer contas, do contrário vão tomar susto.
Apenas três

Caso seja mantido o quadro político atual a coluna irá considerar apenas três concorrentes: Paulo Dantas, Rodrigo Cunha e Rui Palmeira, inclusive com espaços igualitários para suas propostas e programas, como fizemos em eleições anteriores, após reunir com sujas assessorias para observação de regras de publicação. Os candidatos ao Senado e os “poca urnas” entrarão na pauta na conveniência da coluna ou dos fatos.







