A última pesquisa das intenções de votos aqui em Alagoas, mostra empate técnico para 3 candidatos: Rodrigo Cunha, Paulo Dantas e Rui Palmeira.
Rodrigo Cunha, como Senador da República, está sempre em evidência e, costurando apoios importantes (Arthur Lira e JHC) para sua pretensão. Porém, a provável entrada de Collor poderá enfraquecê-lo.
Paulo Dantas é o atual governador e esta condição lhe oferece muitas vantagens na corrida eleitoral, deve ter no seu palanque a maioria dos prefeitos e deputados, é forte, mas não é imbatível.
Rui Palmeira, sem mandato e sem apoio, vem surpreendendo, está na disputa e na preferência do povo, pois, os números mostram ele com percentual, as vezes na frente e as vezes em empate técnico.
Apoio, mandato, poder e prestígio são muito importantes numa disputa eleitoral, mas não é tudo. O componente rejeição pode influenciar uma derrota eleitoral e, nessa eleição para governo, o candidato com a menor rejeição é o Rui Palmeira.
A entrada de Collor na disputa vai melhorar o desempenho daquele que tem a menor rejeição, inclusive, também porque, Collor tira votos de Rodrigo Cunha.
Bolsonaro e Arthur Lima veem com simpatia a candidatura de Collor.
Collor por ser Senador da República, com acesso livre junto ao governo federal, tem em seu entorno muitos prefeitos vinculados a ele e com certeza sairão da campanha de Paulo Dantas para ajudar o candidato do presidente.
Collor é um político muito experiente e estrategista testado. Seu primeiro mandato de Senador, conquistou numa eleição relâmpago, provando sua astúcia e vivacidade. Agora, para governador, está convidando uma liderança forte em Arapiraca ( Célia Rocha) para ser vice em sua chapa. Caso ela aceite, vai ser um duro golpe na pretensão de Rodrigo Cunha, que também é do maior colégio eleitoral do interior de Alagoas.
Por esses e outros motivos, a candidatura de Rui Palmeira é muito forte e se for para o segundo turno, vai ter apoio, poder e prestígio e, se for o governador eleito, não será surpresa para ninguém.
Tudo é possível em política, inclusive nada.
Francisco de França – Advogado







