Estamos começando a pensar nas eleições. E nós, servidores públicos, precisamos escolher o melhor entre todos os candidatos. Saímos do Governo Renan Filho, político jovem, empreendedor, astuto e criado dentro de uma família política.
Desde o começo de seu governo, preocupou-se com o pagamento do funcionalismo e cumpriu bem tal etapa. Não atrasou folha de pagamento e deu poucos e pequenos reajustes à categoria. Cometeu graves erros, como o caso dos 14% dos aposentados. Corrigiu pela metade e criou um problema judicial.
Entregou Alagoas a Paulo Dantas, afirmando ter feito excelente administração. Não foi tanto assim, mas realmente houve progresso na saúde, na educação. Diríamos que fez uma boa administração.
Paulo Dantas, oriundo de família política. Sertanejo, foi Deputado Estadual, participou da Mesa Diretora do Legislativo, sem grandes envolvimentos. Não podemos dizer que fez excelente trabalho, mas é um político sabido e conseguiu ser eleito governador tampão por seus pares no Poder Legislativo. Já foi Prefeito de Batalha, mas não acompanhei seu trabalho no sertão.
Tenho ouvido entrevistas do jovem governador e me parece entusiasmado em dirigir os destinos de nosso Estado, prometendo continuar o trabalho do Renan Filho.
Minha grande preocupação é com a entrada de Collor no processo eleitoral. Já foi governador de Alagoas e não deixou boas lembranças. Não tratou bem o funcionalismo público, foi responsável pelo processo dos precatórios, pela isenção de pagamento dos usineiros do imposto da cana própria, fato que mexeu consideravelmente com a arrecadação do nosso Estado.
Foi ser presidente da República e deixou Alagoas sofrida, endividada e sem condições de ser governada por quem quer que fosse. A bomba estourou na mão de Divaldo Suruagy, que sofreu desastrosas consequências.
Não acredito que servidor público, velho ou novo, possa votar no ex-presidente para nosso governador.
Aparece o Rui, filho de Guilherme Palmeira, bom de voto, com cara de menino, mas bastante trabalhador. Olhando de fora, poderíamos dizer que foi um bom gestor em Maceió. Deixou a prefeitura e sumiu de circulação. O que pesa contra ele é a opinião do servidor municipal. Procuro conversar com alguns companheiros do município e o resultado é sempre negativo. Do céu, Guilherme me perdoará pelas verdades que escrevo.
O senador Rodrigo Cunha é outro possível candidato ao Governo de Alagoas. Muito conhecido pelo crime praticado contra seus pais. Teve uma boa experiência no PROCON. No Senado, não vejo um trabalho de destaque do jovem político e não entendo seu desejo de governar Alagoas.
Régis Cavalcanti é um político de qualidade, muito inteligente e sempre se destaca nos movimentos partidários. Se eu fosse de esquerda, votaria nele. Não vejo estrutura em seu partido por aqui para levá-lo ao cargo de Governador do Estado de Alagoas.
Não sei se já apareceram outros possíveis candidatos a Chefe do Poder Executivo, mas falta muito tempo para o registro das candidaturas.
Na humilde opinião de Velhinha das Alagoas, acho que, no momento, o candidato bom para competir com Paulo Dantas, seria o Prefeito de Maceió, JHC. Entendo, porém, que é cedo para deixar a prefeitura, para onde foi eleito com certa folga.
Temos, então, candidatos de direita, candidatos de esquerda, candidatos do centrão. Eles devem apresentar propostas de governo, receber o fundo partidário e devem ter padrinhos. Cabe a nós, servidores públicos, saber escolher o que é melhor para a categoria.
Cabe ao povo das Alagoas ouvir as propostas e votar no melhor, sem nada a pedir em troca.
VIVA A DEMOCRACIA!
Alari Romariz Torres
É aposentada da Assembleia Legislativa







