
Recebi, e não há muito, nesta manhã, no grupo de WhatsApp do querido Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, a notícia do falecimento, aos 85 anos, de nosso confrade e ex-presidente do IAHGP, bem assim colega na Academia Pernambucana de Letras (APL). Lamento. Uma notável perda intelectual.
Pernambucano de coração e alagoano de nascimento — nosso conterrâneo, pois, já que veio ao mundo no Pilar, à beira da Manguaba, aos dezenove de março de 36 —, o professor universitário (UFPE), arquiteto, urbanista, bibliófilo, defensor do patrimônio cultural, espírito boêmio, jeito de mago oriental, autor de livros e pesquisador José Luiz Mota Menezes desde os nove anos vivia no Recife — aliás, cidade que haveria de ser o assunto de sua predileção-mor.
Conversamos algumas vezes pessoalmente ou por mensagens eletrônicas. Numa dessas oportunidades, papeamos na sala de entrada ao castelo da sua Várzea sentimental, contígua ao auditório do Instituto Ricardo Brennand, durante o simpósio a respeito dos 100 anos do grão-mestre da historiografia regional (em especial, do »Brasil holandês«) José Antonio Gonsalves de Mello, neto (1916-2002), no início de fevereiro do ano de 2017. “Gostei do seu discurso de posse na Academia [Pernambucana de Letras, à noite de 26, no mês de janeiro, a 2017]. Você tem perfil também para ingressar no Instituto Arqueológico. Vou indicar o seu nome para votação”, surpreendera-me ele naquele encontro. Ao par docente e consócio, o nosso reconhecimento — um preito de gratidão. Até um dia, caro amigo. Condolências aos familiares.






