Na varanda alta, de frente pro mar,
não se faziam acordos — se firmavam amizades.
Era ali que Guilherme, de volta a Maceió,
reunia os seus:
vinte, trinta, tantos quantos coubessem no afeto
e no copo generoso de RED.
Homem de palavra calma,
que não media promessas, mas entregava realizações.
Não gritava. Convencia.
Não traía. Tolerava.
Não se impunha. Era seguido.
Sua política era simples:
trabalhar sério, ouvir com paciência, decidir com justiça.
Sem ódio, sem rancor, sem palco.
Tinha adversários, mas nunca inimigos.
Tinha seguidores, mas nunca bajuladores.
E quando partiu, não deixou só memória.
Deixou laços.
Deixou uma varanda virtual,
onde seus amigos, agora envelhecidos, se reencontram
para lembrar da voz, do gesto,
e daquele sorriso discreto que precedia conselhos.
Criaram no ZAP o Grupo “ Varanda do GP “
não por saudade apenas,
mas por gratidão.
Pela honra de tê-lo conhecido,
de ter compartilhado os dias
com um homem que fez da política uma arte rara:
a arte de servir sem se servir.
Hoje, o RED talvez esteja mais amargo,
e a varanda mais vazia.
Mas entre aqueles que o conheceram,
Guilherme Palmeira permanece —
luz serena, memória viva, exemplo que não morre.
Analista colaborador do Resumo Política







