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Home LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia a história do Dollar
Quando a Hipocrisia Vai Cair?

A história do Dollar como ancora cambial – Capítulo 6 – O “Nixon Shock” e o fim do padrão-ouro.

resumopolitico by resumopolitico
29 de setembro de 2025
in a história do Dollar, Destaque, LUPA, um olhar crítico de quem viveu na coxia
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O sistema de Bretton Woods havia sido concebido para dar estabilidade e confiança ao comércio internacional. Durante quase três décadas, cumpriu esse papel. Mas, como previra Robert Triffin, a contradição entre a necessidade de liquidez e a promessa de conversibilidade do dólar em ouro tornou-se insustentável. Essa tensão explodiu em agosto de 1971, quando o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, anunciou unilateralmente o fim da paridade entre o dólar e o ouro. O episódio ficou conhecido como o “Nixon Shock”, e marcou o início de uma nova era na economia mundial.
O contexto dos anos 1960.
Na década de 1960, os Estados Unidos ainda eram a maior economia do mundo, mas sua posição financeira começava a se deteriorar. Três fatores principais explicam essa mudança:
1.A Guerra do Vietnã
•O esforço militar drenava recursos colossais do orçamento americano.
•Para financiar os gastos, o governo aumentava a emissão de dólares, ampliando o déficit externo.
2.A Grande Sociedade (Great Society)
•Os programas sociais lançados pelo presidente Lyndon Johnson, voltados para saúde, educação e combate à pobreza, elevaram os gastos públicos.
•A combinação de guerra e políticas sociais gerava déficits fiscais persistentes.
3.Competição econômica
•A Europa e o Japão haviam se reconstruído com o Plano Marshall e já disputavam espaço nos mercados globais.
•Os superávits americanos do pós-guerra deram lugar a déficits na balança comercial.
O resultado era um acúmulo crescente de dólares no exterior, sobretudo em bancos europeus. Cada vez mais, surgia a dúvida: os EUA teriam ouro suficiente para honrar a conversão?
A corrida ao ouro.
Na virada dos anos 1960 para os 1970, países começaram a desconfiar abertamente da capacidade americana de manter a paridade. A França, sob Charles de Gaulle, liderou a ofensiva: exigiu a conversão de dólares em ouro e chegou a enviar navios para buscar o metal em Nova York.
Outros países seguiram o mesmo caminho. As reservas de ouro americanas caíam rapidamente. O dilema era claro: para sustentar a paridade, os EUA precisariam elevar juros e cortar gastos, sacrificando sua economia interna. Politicamente, isso era impossível.
O anúncio de Nixon.
No dia 15 de agosto de 1971, em um pronunciamento televisionado, Nixon anunciou um pacote de medidas de emergência. Entre elas, a mais impactante foi a suspensão “temporária” da conversibilidade do dólar em ouro.
Suas palavras foram diretas: “Fecharei a janela do ouro”. Na prática, significava o rompimento unilateral do acordo de Bretton Woods. A promessa de que cada dólar poderia ser trocado por ouro a US$ 35 por onça deixava de existir.
As razões por trás da decisão.
O “Nixon Shock” foi resultado de uma soma de pressões:
•Externa: os EUA não tinham mais ouro suficiente para sustentar a demanda global.
•Interna: aumentar impostos ou cortar gastos sociais e militares seria impopular.
•Econômica: permitir a conversibilidade significaria perder reservas rapidamente e arriscar colapso financeiro.
A decisão foi, portanto, pragmática. Nixon escolheu preservar a economia doméstica e a hegemonia política americana, mesmo à custa da ordem internacional criada pelos próprios EUA em 1944.
A reação internacional.
O impacto foi imediato. Governos e mercados ficaram atônitos: a âncora do sistema havia desaparecido. As moedas começaram a flutuar, e a estabilidade cambial de Bretton Woods ruiu em questão de meses.
Em 1973, as principais potências abandonaram oficialmente o regime de câmbio fixo. Nascia a era das taxas de câmbio flutuantes, em que o valor das moedas passa a ser determinado pelos mercados.
O dólar sem lastro.
Muitos acreditavam que o fim do padrão-ouro enfraqueceria o dólar. Paradoxalmente, ocorreu o contrário. Sem o compromisso de conversão, os EUA ganharam liberdade para emitir moeda em volumes muito maiores, financiando seus déficits de forma ilimitada.
O dólar deixou de ser uma moeda lastreada em ouro para se tornar uma moeda lastreada em confiança — confiança na economia, no poder militar e no sistema financeiro dos Estados Unidos.
O petrodólar.
Um elemento crucial consolidou essa nova ordem: o acordo entre os EUA e a Arábia Saudita, em meados da década de 1970, para que o petróleo fosse comercializado exclusivamente em dólares. Como o petróleo era (e continua sendo) a principal commodity global, essa decisão garantiu demanda permanente pela moeda americana.
Assim, mesmo sem ouro, o dólar manteve-se no centro do sistema internacional, apoiado em ativos financeiros, no poder geopolítico dos EUA e na centralidade das commodities.
As consequências globais.
O fim de Bretton Woods transformou a economia mundial:
•O comércio internacional passou a conviver com volatilidade cambial, exigindo novos instrumentos de proteção (hedge, derivativos).
•O sistema financeiro global expandiu-se de forma explosiva, com a liberdade de capitais.
•Crises cambiais e financeiras tornaram-se mais frequentes, mas a liquidez internacional nunca mais faltou.
Os países que antes dependiam da disciplina cambial agora podiam adotar políticas monetárias mais autônomas, mas também mais vulneráveis a ataques especulativos.
Conclusão: o choque que virou regra.
O “Nixon Shock” não foi apenas uma medida de emergência: foi a decisão que inaugurou a era moderna do sistema monetário internacional.
Ao suspender a conversão em ouro, os Estados Unidos romperam unilateralmente o acordo de Bretton Woods, mas, paradoxalmente, reforçaram a centralidade do dólar. O mundo descobriu que não precisava de ouro para confiar na moeda americana: bastava acreditar na força política, econômica e militar dos EUA.
O sistema monetário internacional passou a funcionar em bases novas: câmbio flutuante, liquidez abundante e o dólar como moeda fiduciária global. Era o fim de uma era e o início de outra, ainda mais marcada pela interdependência financeira e pela hegemonia americana.
RUI GUERRA
Analista colaborador do Resumo Política
“as opiniões emitidas por nossos colaboradores, não refletem, necessariamente, a opinião do site”
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